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Carteira Recomendada – B2B | Maio/2023

Publicado em 12 de maio de 2023 Fonte: Macro Research-BTG Pactual (Asset Strategy)
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Macroeconomia

Navegando os passos finais do atual ciclo monetário – Panorama Geral – Maio/23

Estamos no meio do segundo trimestre e estamos atualmente focados em avaliar os principais ciclos econômicos e de mercado vigentes. Enquanto a agenda doméstica tem se concentrado no arcabouço fiscal, o principal tema de mercado é a pausa do ciclo de juros por parte do Fed. Essa pausa pode se tornar a indicação mais clara de que há um “topo” para os juros americanos, sendo um sinal forte que os mercados costumam ouvir. O próximo passo agora é avaliar por quanto tempo essa alta dos juros irá durar.

Para obter uma resposta, é necessário analisar a mudança do ciclo econômico, de um regime que estaria desacelerando para um mais recessivo, que já está sendo considerado pelo próprio Fed (“mild recession”). Embora acreditemos que a discussão sobre cortes de juros seja um pouco prematura, dado o progresso dos indicadores econômicos, sabemos que este tema será o mais importante nos próximos meses, permeados por análises do ciclo de crédito, mercado de trabalho e evolução da inflação.

O histórico de ciclos passados e a teoria financeira sugerem que após a pausa do ciclo altista de juros, o mercado tende a mudar seu comportamento, abrindo espaço para uma performance mais positiva dos principais ativos de risco, de renda fixa a ações, seis meses à frente, e mesmo controlando para ciclos econômicos.

Essas informações são relevantes para o Brasil, pois estamos em uma fase importante de definição de nossos princípios para os próximos quatro anos, com uma nova regra fiscal sendo desenvolvida e levantando mais dúvidas do que certezas no curto prazo. A proximidade da pausa dos juros nos EUA e a intensificação da discussão sobre cortes de juros no Brasil deixam o balanço de riscos menos desequilibrado do que meses atrás. No entanto, a temática do arcabouço fiscal deve intensificar neste mês de maio.

Reconhecemos que o mercado já incorporou os principais riscos, desde a fragilidade no sistema de punições, que pode abrir espaço para reações indesejadas em um futuro com adversidades, até exceções que deixarão a trajetória de primário mais desafiadora do que o governo tem apresentado. Cabe ao Congresso aperfeiçoar os detalhes e reconstruir o conjunto de regras para que o arcabouço resista em um momento eventualmente recessivo.

No momento, ainda não é a hora de mudar a abordagem em relação ao risco doméstico, com a aprovação do arcabouço fiscal percorrendo o mês todo e ainda gerando volatilidade no processo. Caso o resultado seja mais positivo do que o esperado e o movimento de preço sejam construtivos, não vemos como uma “perda de ponto de entrada”, deixando oportunidade para ajustes de risco no próximo mês, dado que o movimento iniciado seria mais estrutural.

Continuamos com a maior parte das alocações táticas ainda próximas da posição estrutural, configurando um posicionamento neutro, apenas com a inflação sendo a sobrealocação escolhida para o curto prazo. O carrego segue interessante e as duration intermediárias e mais longas ainda estão com prêmios atrativos para entrada, mitigando riscos de refinanciamento e gerando uma relação de risco e retorno mais equilibrado para as nossas três estratégias.

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