
🌏INTERNACIONAL
Depois de um dia de alívio nos mercados, as bolsas mundiais operam sem direção única, enquanto investidores monitoram a intensificação das operações no Oriente Médio.
Os futuros de Wall Street recuam, com o S&P 500 caindo 0,21% e o Nasdaq em queda de 0,22%. O índice pan-europeu Stoxx 600 opera em baixa de 1,12%.
Já na Ásia, a maioria dos mercados fecharam no positivo. No Japão, o Nikkei subiu 1,43%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,40% e o Shanghai subiu 0,52%.
As cotações do petróleo voltam a subir nesta manhã, mesmo depois da notícia de que a Agência Internacional de Energia (AIE) propôs uma liberação recorde de reservas de petróleo para reduzir preços.
A liberação deve exceder em 182 milhões de barris a liberação feita no início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. De acordo com reportagem da Bloomberg, a IEA propôs uma liberação de 300 a 400 milhões de barris, equivalente a aproximadamente 15 a 20 dias de consumo global.
Apesar da alta vista hoje, os preços do petróleo estão na casa dos US$ 90 o barril, bem abaixo do nível de US$ 120 visto na segunda-feira. Ontem, os preços caíram mais de 11% com as falas de Trump de que a guerra estaria perto do fim.
Confira as cotações às 7h20:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro -0,21%
• FTSE 100 -1%
• CAC 40 -1,13%
• Hang Seng -0,24%
• Nikkei +1,43%
• Shanghai +0,52%
Commodities:
• Petróleo WTI +4,64% a US$ 87,32 barril
• Petróleo Brent +3,87% a US$ 91,20 barril
• Ouro (abr) -0,88%, a US$ 5.195,8 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY): +0,23%, a 99,054 pontos
• Bitcoin -0,52% a US$ 69.650,47
• Treasuries 10 anos: 4,171%, acima de 4,164% do fechamento anterior
• Treasuries 2 anos: 3,607%, acima de 3,611% do fechamento anterior
A agenda de indicadores econômicos traz hoje o índice de preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos em fevereiro.
Após alta de 0,29% no núcleo do CPI em janeiro, o mercado espera desaceleração para 0,2% em fevereiro, mantendo a taxa anual em 2,5%.
Para o headline, as expectativas são de aceleração mensal para 0,3%, com pressões em energia e alimentos, enquanto a taxa anual deve permanecer em 2,4%. Esta divulgação ainda não refletirá os impactos do conflito entre os EUA e o Irã.
Os investidores acompanham hoje o discurso da vice-presidente para supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman, às 9h30.
O mercado de petróleo segue no radar, enquanto os investidores monitoram algumas mensagens contraditórias sobre o Estreito de Ormuz. O secretário de Energia, Chris Wright, publicou e depois apagou mensagem dizendo que a Marinha dos EUA havia escoltado um petroleiro pelo estreito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o Irã contra a instalação de minas na hidrovia.
🇧🇷BRASIL
No mercado brasileiro, o destaque de hoje é a Pesquisa Mensal de Comércio do mês de janeiro, que mostra o panorama do setor de varejo.
O BTG espera crescimento interanual de 1,5% no varejo restrito, com queda de 0,2% no mês. Para o varejo ampliado, a projeção aponta para um crescimento interanual de 0,6%, com alta de 0,6% no mês.
Pesquisas eleitorais também estão no radar do dia.
Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 1,40%, aos 183.447 pontos, enquanto o dólar comercial caiu 0,15%, cotado a R$ 5,15.
🏢EMPRESAS
A temporada de resultados corporativos traz hoje nomes como CSN, Casas Bahia, Vibra e Cogna.
Ontem, a Prio divulgou prejuízo de US$ 185,39 milhões no quarto trimestre, revertendo lucro de US$ 1,07 bilhão de um ano antes.
A Raízen protocolou um pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial no TJ-SP, solicitando a suspensão de vencimentos de dívida por 90 dias.
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*Com informações de sites e agências de notícias