
🌏INTERNACIONAL
Os mercados globais operam mistos nesta quarta-feira (26), à espera da divulgação do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) nos Estados Unidos, métrica de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve, e do balanço trimestral da Nvidia.
Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 cedem 0,05%, os do Nasdaq 100 recuam 0,17% e os do Dow Jones avançam 0,10%, em pregão ainda misto. Na Europa, os principais índices também operam sem direção única: o CAC 40 tem alta de 0,44%, o FTSE 100 cede 0,04% e o DAX perde 0,04%. Na Ásia, o pregão fechou majoritariamente positivo: o Nikkei subiu 0,62%, o Kospi teve alta de 0,97%, o Xangai fechou com ganho de 0,59% e o Hang Seng avançou 0,56%. O petróleo recua com força nesta manhã: o WTI desaba 3,17%, a US$ 79,75 o barril, e o Brent tomba 3,12%, a US$ 85,82 o barril.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro -0,05%
• Nasdaq Futuro -0,17%
• Dow Jones Futuro +0,10%
• FTSE -0,04%
• Nikkei +0,62%
• Kospi +0,97%
• Shanghai +0,59%
Commodities:
• Petróleo WTI (out) -3,17%, a US$ 79,75 o barril
• Petróleo Brent (nov) -3,12%, a US$ 85,82 o barril
• Ouro (dez) -0,25%, a US$ 4.682,80 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) +0,08%, a 98,99 pontos
• Bitcoin -0,16%, a US$ 78.790,43
• Treasury 10 anos:4,644%, acima de 4,639% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos:4,201%, abaixo de 4,204% do ajuste anterior
Nos Estados Unidos, o mercado aguarda a divulgação do PCE de julho, com expectativa de alta mensal de 0,2%. Ainda hoje, o país divulga a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre.
Do lado corporativo, o destaque do dia fica para o balanço do segundo trimestre da Nvidia, que será divulgado após o fechamento dos mercados americanos. A ação da companhia fechou em alta ontem, terça-feira, após sete pregões consecutivos em baixa, sua maior sequência de perdas desde 2022.
No campo geopolítico, Irã e Omã sinalizaram que estão próximos de um acordo para garantir trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz e definir a futura administração da via, considerada vital para o comércio global de petróleo. Em comunicado conjunto divulgado ontem, os chanceleres dos dois países discutiram uma “proposta de arcabouço” para estabelecer um corredor de navegação temporário pelo estreito, além de um projeto para retirada de minas da região. A perspectiva de menor risco geopolítico pressionou os preços do petróleo, com o Brent caindo abaixo de US$ 90 o barril durante a madrugada. Apenas cinco navios de carga cruzaram o Estreito de Ormuz ontem, uma queda de cerca de dois terços em relação à média dos últimos dez dias, segundo estimativas preliminares da Kpler.
Ainda no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, submeteu ao Congresso americano, na segunda-feira (24), uma proposta de acordo de energia nuclear civil com a Arábia Saudita, dando início a um período obrigatório de revisão que abriria ao país o acesso à tecnologia nuclear americana. Segundo um funcionário do governo, o acordo é conduzido pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos e só avança se a Arábia Saudita aderir aos Acordos de Abraão. Trump já havia colocado essa condição em uma publicação nas redes sociais no mês passado, quando afirmou que “não haverá enriquecimento de material” por parte do país. O pacto, fechado em julho e com duração de 30 anos, permitiria a exportação de tecnologia nuclear civil americana e a construção de reatores no país, mas foi criticado por não trazer uma proibição permanente ao enriquecimento de urânio.
No campo comercial, o Canadá anunciou ontem tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos, igualando “dólar por dólar” as tarifas de 50% impostas pelo presidente Donald Trump no fim de semana, após a quebra das negociações comerciais entre os países. As novas tarifas, de 15% a 50%, atingem mais de 700 produtos americanos e somam cerca de US$ 20 bilhões. Entre os alvos mais relevantes estão aço e alumínio, taxados em 50%, o dobro da taxa atual.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa fechou em alta de 1,5% ontem, superando a marca de 174 mil pontos, apesar da forte queda nos preços do petróleo e da pressão sobre as ações da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras). No acumulado da semana, o ganho chegou a 2%, reduzindo as perdas de agosto para 1,9%. O avanço foi sustentado pelo recuo dos juros futuros, pela alta das ações ligadas à economia doméstica e pelos primeiros sinais de retomada do fluxo de investidores estrangeiros para a B3. O movimento marcou uma reversão depois de semanas de pressão sobre os ativos brasileiros, marcadas pela saída de estrangeiros, por juros elevados e por dúvidas em torno do cenário local e externo.
O dólar à vista fechou em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,1399, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,1385 e batido na máxima de R$ 5,1656 ao longo da sessão. O euro comercial recuou 0,12%, a R$ 6,0011.
🏢EMPRESAS
A Hapvida Participações e Investimentos S.A. (Hapvida) anunciou ontem operações de recompra de dívida e encerramento antecipado de contratos financeiros que resultaram na redução em sua dívida bruta. A companhia aprovou o emprego de até R$ 250 milhões para a recompra de debêntures de emissão própria e para a liquidação antecipada de operações de hedge, estratégia utilizada por empresas para proteção financeira contra oscilações de mercado.
A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (Taesa) informou ontem que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) autorizou a entrada em operação do terceiro banco de autotransformadores da Subestação Rio Grande II, reforço realizado na concessão da São Pedro Transmissora de Energia.
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*Com informação dos sites e agências de notícias