
🌏INTERNACIONAL
Os mercados globais operam mistos nesta quinta-feira (10), em recuperação após os principais índices de Nova York fecharem em queda pelo terceiro pregão seguido. Além da decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), o dia também traz nos Estados Unidos a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI), em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã em torno do Estreito de Ormuz.
Nos Estados Unidos, os futuros operam em recuperação: o contrato do Dow Jones avança 0,33%, o do S&P 500 soma 0,18% e o do Nasdaq 100 perde 0,12%. Na Europa, os índices operam mistos: o CAC 40 tem ganho de 0,10%, o FTSE 100 recua 0,28% e o DAX cede 0,24%. Na Ásia, o pregão fechou misto: o Nikkei subiu 0,20%, o Kospi caiu 0,25%, Shanghai fechou com queda de 0,43% e o Hang Seng recuou 1,27%. O petróleo WTI avança 1,66%, a US$ 97,64 o barril, e o Brent sobe 1,29%, a US$ 102,52 o barril.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro +0,18%
• Nasdaq Futuro -0,12%
• Dow Jones Futuro +0,33%
• FTSE -0,28%
• Nikkei +0,20%
• Kospi -0,25%
• Shanghai -0,43%
Commodities:
• Petróleo WTI (out) +1,66%, a US$ 97,64 o barril
• Petróleo Brent (nov) +1,29%, a US$ 102,52 o barril
• Ouro (dez) -0,50%, a US$ 4.438,40 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) +0,01%, a 98,80 pontos
• Bitcoin -0,27%, a US$ 78.131,31
• Treasury 10 anos: 4,867%, acima de 4,837% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,443%, acima de 4,427% do ajuste anterior
No campo geopolítico, uma sequência de ataques a petroleiros perto do Estreito de Ormuz colocou o mercado de petróleo em alerta, em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Imagens de satélite mostraram aumento na atividade de construção em Pickaxe Mountain, suposto sítio nuclear iraniano a cerca de dois quilômetros da instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, já bastante danificada e considerada um dos últimos vestígios do programa nuclear de Teerã. Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o Irã ontem, durante a convenção de meio de mandato do Partido Republicano: “Percebemos que há uma certa atividade em Pickaxe. Eu aconselharia o Irã a não bancar o espertinho, porque teremos que atingi-los com muita força.”
Trump afirmou que os preços de energia, pressionados pela guerra contra o Irã, só devem recuar depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Segundo ele, o conflito, que já dura sete meses sem sinais de resolução, deve terminar “imediatamente após a eleição”. As declarações vieram após os preços do petróleo subirem com a nova escalada de hostilidades entre Washington e Teerã.
Nos Estados Unidos, a agenda de indicadores econômicos do dia tem no PPI de agosto o dado mais aguardado, divulgado às 9h30 (horário de Brasília). O mercado observa como os componentes do índice vão alimentar a leitura do índice de gastos com consumo pessoal (PCE), a medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed) e considerada a mais relevante para a decisão de juros de setembro. O consenso projeta alta de 0,4% na comparação mensal e de 5,3% na anual para o índice cheio. Para o núcleo, a expectativa é de alta de 0,3% no mês e 4,6% no ano, ante 0,2% e 4,2%, respectivamente, no mês anterior.
Na Europa, o reflexo da alta do petróleo nos preços já aparecia nos dados divulgados durante a madrugada: a taxa de inflação anual da Alemanha acelerou para 2,9% em agosto, ante 2,8% em julho, confirmando as estimativas preliminares e marcando a leitura mais alta desde abril. O resultado foi impulsionado por uma forte alta na inflação de energia, que passou de 8,3% para 10,5%, à medida que as renovadas tensões no Oriente Médio elevaram os preços do petróleo. Esse foi o maior aumento nos preços de energia em mais de três anos: os combustíveis para veículos dispararam 27,7%, ante 23,0% em julho, enquanto o óleo para aquecimento saltou 49,6%.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa passou por um pregão de ajustes ontem, movimento que também atingiu outros ativos brasileiros. O ambiente externo voltou a pesar mais do que o doméstico: a piora na percepção de risco com a escalada do conflito no Oriente Médio fez o Brent terminar acima dos US$ 101, enquanto o anúncio do Tesouro dos Estados Unidos sobre a recompra de US$ 6 bilhões em Treasuries de 10 a 20 anos pressionou a curva americana para cima e afetou a renda fixa local. A alta dos juros futuros pesou sobre as ações cíclicas domésticas, que lideraram as maiores perdas, movimento intensificado pela queda da maior parte das blue chips, com exceção das ações da Petrobras e da Vale. Com isso, o Ibovespa recuou 0,93%, aos 185.629 pontos, após oscilar entre os 184.810 pontos e os 187.362 pontos no pregão.
Encerradas as negociações no mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,51%, cotado a R$ 5,1116, depois de ter batido na mínima de R$ 5,0811 e encostado na máxima de R$ 5,1153. Já o euro comercial fechou com alta de 0,57%, cotado a R$ 5,9446.
🏢EMPRESAS
Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) informou ontem que deixará de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A, concedido no âmbito da subvenção econômica instituída pelo governo federal. A companhia passará a aplicar um ajuste de R$ 0,19 por litro a partir de hoje, elevando o preço médio de venda às distribuidoras para R$ 3,24 por litro. O efeito para distribuidoras e consumidor final, porém, deve ser anulado pela redução de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins anunciada pelo governo federal.
A Light S.A. (Light) informou, ontem à noite, que o Juízo da 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro proferiu sentença decretando o encerramento da recuperação judicial da companhia. Em fato relevante, a companhia destacou que a Justiça declarou cumpridas todas as obrigações previstas no plano de recuperação judicial verificadas durante o período de fiscalização.
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*Com informação dos sites e agências de notícias