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Morning Call | 05.10.26

Publicado em 5 de outubro de 2026 Fonte: BTG Pactual Equity Research
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🌎 INTERNACIONAL

Os mercados globais operam mistos nesta segunda-feira (5), com os futuros de Nova York pressionados pelos rendimentos elevados dos Treasuries, à espera da ata da reunião de setembro do Federal Reserve, que será divulgada na quarta-feira.

O contrato do Dow Jones cai 0,05%, o do S&P 500 recua 0,09% e o do Nasdaq 100 cede 0,12%. Na Europa, o pregão é misto: CAC 40 perde 0,99%, DAX tem baixa de 0,15% e FTSE 100 avança 0,26%. Na Ásia, Nikkei subiu 2,40% e Hang Seng fechou com ganho de 0,28%, enquanto as bolsas de Seul e da China não abriram por causa de feriados. O petróleo WTI cai 0,70%, a US$ 90,47 o barril, e o Brent fica perto da estabilidade, com alta de 0,09%, a US$ 102,34.

Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro -0,09%
• Nasdaq Futuro -0,12%
• Dow Jones Futuro -0,05%
• FTSE +0,26%
• Nikkei +2,40%
• Kospi feriado
• Shanghai feriado
Commodities:
• Petróleo WTI (nov) -0,70%, a US$ 90,47 o barril
• Petróleo Brent (dez) +0,09%, a US$ 102,34 o barril
• Ouro (dez) +0,75%, a US$ 4.193,60 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) +0,16%, a 102,09 pontos
• Bitcoin +0,82%, a US$ 86.128,48
• Treasury 10 anos: 5,273%, abaixo de 5,283% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,812%, abaixo de 4,839% do ajuste anterior

No campo geopolítico, forças do governo do Iêmen lançaram uma ofensiva para retomar o estreito de Bab el-Mandeb, passagem vital para o abastecimento global de energia, das mãos dos houthis, grupo apoiado pelo Irã que avançou sobre a região no mês passado. Com apoio da Arábia Saudita, as tropas do governo ocuparam grande parte do distrito de Dhubab, às margens do estreito.

Apesar dos confrontos em Bab el-Mandeb, o aumento das exportações do Oriente Médio e a liberação de reservas de emergência pelos países do Grupo dos Sete (G7) pressionam o petróleo. Os dois fatores compensam, por ora, a preocupação com novos danos à infraestrutura petrolífera do Golfo em meio aos conflitos entre Estados Unidos e Irã.

Ainda do lado da oferta, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) manteve as metas de produção para novembro, em reunião ontem, em linha com a expectativa de que o grupo não fará novos ajustes até o próximo ano. Os produtores do Golfo têm extraído bem abaixo das metas por causa das interrupções nas exportações provocadas pelos conflitos, com embarques entre 60% e 80% do nível normal nos últimos meses.

Na Europa, o setor privado ganhou força em setembro. Na zona do euro, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) composto da S&P Global subiu de 52 para 53,1 pontos, o maior nível em quase três anos e meio, e o de serviços avançou de 51,6 para 53 pontos. Leituras acima de 50 indicam expansão.
Alemanha e França puxaram a melhora. O PMI composto alemão subiu de 51,8 para 53,8 pontos, o maior patamar em quase um ano, e o francês chegou a 51,1 pontos, ante 48,5 em agosto, máxima em 25 meses.

Do lado da inflação, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) da zona do euro subiu 1,6% em julho na comparação mensal, segundo a agência de estatísticas da União Europeia (Eurostat), acima da expectativa de alta de 1,2%. O avanço foi puxado pelos custos de energia, que saltaram 5,6%.

No campo fiscal, cresce a desconfiança com as contas públicas da França. O spread entre os títulos de 10 anos franceses e alemães, ou seja, o prêmio extra que os investidores cobram para financiar a França em vez da Alemanha, está perto de 140 pontos-base, depois de chegar a cerca de 150 na semana passada, o maior nível desde a crise da dívida soberana europeia. Para reduzir o déficit, o governo busca 54 bilhões de euros em cortes e outras medidas no orçamento de 2027.

🇧🇷 BRASIL

O Ibovespa encerrou a última sessão antes do primeiro turno do pleito com alta de 2,63%, aos 192.114 pontos, na sexta-feira. Foi a maior pontuação de fechamento desde 22 de abril, e o índice acumulou avanço de 4,7% na semana. O pregão foi volátil: na primeira metade, o índice chegou a tocar os 186.144 pontos, na mínima do dia, mas engatou forte alta à tarde e subiu mais de 4 mil pontos.

O alívio veio do exterior. O relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) mostrou a criação de apenas 29 mil vagas em setembro, bem abaixo das 84 mil esperadas pelo mercado. Com esse dado fraco, ficou mais distante o risco de nova alta de juros pelo Fed em outubro.

No câmbio, o dólar à vista fechou praticamente estável, com queda de 0,08%, a R$ 5,2158. O payroll fraco pressionou a moeda americana no exterior, mas a cautela antes do primeiro turno fez o real render menos que outras moedas emergentes. No fim da tarde, o dólar futuro para novembro recuava 0,50%, a R$ 5,2340.

📊 EMPRESAS

A Simpar S.A. (Simpar) informou na sexta-feira que sua subsidiária integral CS Brasil contratou R$ 598,1 milhões em operações de total return swap (TRS), ou troca de resultados totais, atreladas a ações da JSL, Movida, Vamos e Automob, e, simultaneamente, vendeu à vista a mesma quantidade de papéis dessas empresas. As operações renovaram parte dos contratos semelhantes liquidados em 1º de outubro e estenderam o vencimento para 2 de outubro de 2028, com intenção irrevogável da CS Brasil de recomprar as ações nessa data.

A Sequoia Logística e Transportes S.A. (Sequoia) aprovou, em assembleia geral ordinária e extraordinária, o grupamento de suas 6.370.488.672 ações ordinárias na proporção de 150 para uma, para que os papéis voltem a valer pelo menos R$ 1, o mínimo exigido pela B3. Com a operação, o capital social passará a ser dividido em 42.469.924 ações, que começam a ser negociadas agrupadas em 3 de novembro, depois do prazo para os acionistas ajustarem suas posições, que vai até 30 de outubro.

Assista ao Morning Call completo clicando aqui.

*Com informação dos sites e agências de notícias