
🌎 INTERNACIONAL
Os mercados globais operam em tom negativo nesta quarta-feira (7), à espera da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, que sai à tarde. No Oriente Médio, a escalada dos ataques a petroleiros e à Arábia Saudita voltou a preocupar o mercado de petróleo. As bolsas da China continental não abrem por causa de um feriado.
Os futuros de Nova York operam perto da estabilidade depois de o S&P 500 renovar a máxima histórica intradiária e fechar em recorde ontem, puxado pelas ações de tecnologia. O contrato do S&P 500 varia 0,02%, enquanto o do Dow Jones recua 0,07% e o do Nasdaq 100 cede 0,19%. Na Europa, os principais índices operam no vermelho: CAC 40 cai 0,38%, FTSE 100 recua 0,12% e DAX perde 0,44%. Na Ásia, o pregão fechou em queda: Nikkei caiu 0,92%, Kospi perdeu 1,98% e Hang Seng cedeu 0,62%. O petróleo WTI tem leve alta de 0,06%, a US$ 89,49 o barril, e o Brent avança 0,47%, a US$ 101,05.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro +0,02%
• Nasdaq Futuro -0,19%
• Dow Jones Futuro -0,07%
• FTSE -0,12%
• Nikkei -0,92%
• Kospi -1,98%
• Shanghai feriado
Commodities:
• Petróleo WTI (nov) +0,06%, a US$ 89,49 o barril
• Petróleo Brent (dez) +0,47%, a US$ 101,05 o barril
• Ouro (dez) -0,86%, a US$ 4.151,00 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) +0,44%, a 102,28 pontos
• Bitcoin -1,84%, a US$ 83.970,62
• Treasury 10 anos: 5,317%, acima de 5,268% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,804%, acima de 4,791% do ajuste anterior
Na geopolítica, o Irã intensificou os ataques a petroleiros que cruzam o Estreito de Ormuz, o que ameaça a frágil recuperação das exportações de petróleo do Golfo Pérsico. Atualmente, o fluxo pelo estreito depende de uma grande operação militar americana de proteção aos navios, por uma rota ao sul, junto à costa de Omã.
A tensão também cresce entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, grupo apoiado pelo Irã. Os aeroportos sauditas de Jazan e Najran foram alvo de dois ataques ontem e, na madrugada de hoje, os houthis atacaram o aeroporto de Áden, no sul do Iêmen. Os episódios renovaram o temor de interrupções na oferta da região e sustentam o petróleo.
Fora do Oriente Médio, o mercado de petróleo também monitora uma tempestade no Golfo do México, que deve virar furacão e se aproximar da costa americana na sexta-feira, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA. A trajetória ameaça seis refinarias, em uma região que concentra cerca de 50% da capacidade de refino do país, de 18,2 milhões de barris por dia.
Na Europa, os juros dos títulos soberanos acompanham a alta global. O rendimento dos papéis de 10 anos da França e da Itália sobe 8 pontos-base, e o dos gilts britânicos de 10 e 20 anos avança 5 pontos-base. A disparada dos custos de financiamento da França provocou uma onda de venda do euro, diante do temor de que a fragilidade fiscal do país contamine o resto da Europa. O presidente do Banco da França, o banco central do país, Emmanuel Moulin, disse que a situação econômica francesa é séria, mas que não há necessidade, neste momento, de ajuda do Banco Central Europeu (BCE). Segundo Moulin, a diferença nos juros reflete um déficit maior que o de outros países da zona do euro e a incerteza política sobre a votação do Orçamento.
Na Alemanha, a produção industrial subiu 2,0% em agosto ante julho, segundo dados oficiais da Destatis, a agência de estatísticas do país. O resultado superou a alta de 0,5% esperada e reverteu a queda de 1,2% de julho. Na comparação anual, a produção cresceu 2,3%, em um ano em que as empresas acumulam estoques desde abril por causa da guerra no Oriente Médio.
🇧🇷 BRASIL
O Ibovespa fechou ontem em queda de 0,52%, aos 205.835 pontos, em um movimento de realização de lucros após subir quase 8% na segunda-feira (5). O pregão foi volátil, e o índice oscilou entre 204.725 pontos e 209.523 pontos. Com a queda, a bolsa foi na contramão dos demais ativos locais, que seguiram em valorização.
O dólar à vista caiu 0,51%, a R$ 4,9757, e fechou abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez desde maio. A moeda americana ampliou a queda da sessão anterior e chegou à mínima de R$ 4,9444. O real acompanhou outras moedas emergentes, em um dia de cenário externo favorável a esses mercados.
📊 EMPRESAS
A International Meal Company Alimentação S.A. (IMC), dona das redes KFC, Pizza Hut, Viena e Frango Assado, recebeu da B3 um novo prazo para recolocar a cotação de suas ações no mínimo de R$ 1 por papel. A companhia terá até a assembleia geral ordinária de 2027 ou até 30 de abril de 2027, o que ocorrer primeiro, para adotar as medidas necessárias.
A Celulosa Arauco y Constitución S.A. (Arauco) informou ontem que as obras de sua primeira fábrica de celulose no Brasil, o projeto Sucuriú, em Inocência (MS), estão 81% concluídas, 6% acima do cronograma. A chilena manteve a previsão de início das operações no último trimestre de 2027 e de operação plena em 2028, com investimento de US$ 4,6 bilhões e capacidade de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
INTERNACIONAL
A Mercedes-Benz Group AG (Mercedes-Benz) informou que as vendas de sua divisão de carros caíram 8% no terceiro trimestre na comparação anual, para 407,2 mil unidades, pressionadas pelo recuo de 31% na China, para 86,8 mil unidades. Nos Estados Unidos e na Europa, houve alta de 6% e 5%, respectivamente, e as entregas de veículos elétricos a bateria do grupo, incluindo vans, cresceram 52%, para 78,1 mil unidades.
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*Com informação dos sites e agências de notícias