
🌏INTERNACIONAL
As bolsas mundiais operam em tom negativo, em meio a preocupações sobre o andamento do conflito no Oriente Médio e seu impacto no mercado mundial de petróleo.
Os futuros de Wall Street recuam, com o S&P 500 caindo 0,33% e o Nasdaq em queda de 0,28%. O índice pan-europeu Stoxx 600 opera em baixa de 0,22%.
Na Ásia, as bolsas fecharam em queda. O Nikkei, do Japão, recuou 1,04%, enquanto o HSI, de Hong Kong, perdeu 0,70% e o Shanghai caiu 0,10%.
As cotações do petróleo voltam a subir nesta manhã, mesmo depois da notícia de que a Agência Internacional de Energia (AIE) propôs uma liberação recorde de reservas de petróleo para reduzir preços.
Confira as cotações às 7h20:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro -0,33%
• FTSE 100 -0,27%
• CAC 40 -0,28%
• Hang Seng -0,70%
• Nikkei -1,04%
• Shanghai -0,10%
Commodities:
• Petróleo WTI +4,53% a US$ 91,20 barril
• Petróleo Brent +4,81% a US$ 96,40 barril
• Ouro (abr) +0,14%, a US$ 5.187,2 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY): +0,06%, a 99,528 pontos
• Bitcoin -0,86% a US$ 70.023,80
• Treasuries 10 anos: 4,230%, abaixo de 4,231% do fechamento anterior
• Treasuries 2 anos: 3,659%, abaixo de 3,666% do fechamento anterior
A agenda de indicadores dos Estados Unidos traz hoje os dados da balança comercial e pedidos semanais de auxílio-desemprego.
A inflação (CPI) de fevereiro, divulgada ontem, veio em linha com as expectativas. Mas como a leitura não inclui os efeitos recentes da alta do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio, o número de fevereiro perdeu peso.
Os investidores seguem monitorando o conflito no Oriente Médio e seu impacto no mercado de petróleo. Ontem, ocorreu um alívio nos preços dos ativos pela manhã devido à intervenção de nações do G7 e da Agência Internacional de Energia (AIE), que autorizaram a maior liberação de reservas estratégicas de petróleo da história.
A AIE confirmou a liberação de 400 milhões de barris para compensar a queda de oferta no Oriente Médio. No entanto, o alívio nos preços foi temporário e o petróleo tipo Brent voltou a passar o patamar de US$ 100 por barril após um ataque a petroleiros em águas iranianas.
O cenário foi agravado depois que os portos petrolíferos do Iraque paralisaram completamente as operações após os ataques iranianos a dois petroleiros em suas águas. O Irã afirmou ontem que o mundo deve se preparar para o petróleo a US$ 200 por barril.
🇧🇷BRASIL
O destaque do dia no mercado doméstico é a divulgação do IPCA de fevereiro, que deve ser de 0,66% na comparação mensal e de 3,77% no ano, segundo previsão do BTG Pactual. Em janeiro, a inflação mensal foi de 0,33%.
Alimentação no domicílio seguirá com comportamento benigno, enquanto bens industriais devem ser mais pressionados por higiene pessoal e veículos. A projeção do banco para o IPCA 2026 e 2027 permanecem em 4,1% e 3,8%, respectivamente.
O Ibovespa subiu 0,28% e fechou aos 183.969 pontos, perto da estabilidade. O dólar avançou 0,04%, cotado a R$ 5,15.
🏢EMPRESAS
A Cogna registrou lucro líquido de R$ 220 milhões no quarto trimestre, queda de 76,2% em relação ao mesmo período de 2024, impactada por atraso de pagamento do governo federal no programa de livros didáticos e por uma reversão de provisão de contigência fiscal.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) teve prejuízo de R$ 721,2 milhões no quarto trimestre de 2025, oito vezes maior que o prejuízo visto no mesmo trimestre do ano anterior.
A CSN Mineração teve lucro líquido de R$ 1,19 bilhão no período, queda de 40,8% na comparação anual.
A Brava Energia teve prejuízo de R$ 588 milhões no quarto trimestre, queda de 43% ante o quarto trimestre de 2024.
Já a Vibra Energia teve lucro líquido de R$ 679 milhões, alta de 33%.
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*Com informações de sites e agências de notícias