
🌏INTERNACIONAL
Os mercados globais operam em queda nesta sexta-feira, com bolsas asiáticas e europeias recuando em movimento de realização após os recordes de ontem em Wall Street.
Na Ásia, o Kospi chegou a superar os 8.000 pontos pela primeira vez na história, e agora recua 6,12%, pressionado por vendas de estrangeiros e pela queda de 8% da Samsung após anúncio de greve de 18 dias.
Na Europa, CAC e FTSE perdem mais de 1%. Os futuros do S&P 500 recuam 1,10%. O petróleo sobe, impulsionado pelos acordos sobre Ormuz e pela declaração de Trump sobre compras chinesas de petróleo americano, ainda não confirmadas por Pequim.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro -1,10%
• CAC -1,39%
• FTSE -1,45%
• Nikkei -1,99%
• Kospi -6,12%
• Shanghai -1,02%
Commodities:
• Petróleo WTI (jun) +3,58% a US$ 104,79 barril
• Petróleo Brent (jun) +3,30% a US$ 109,21 barril
• Ouro (jun) -2,98%, a US$ 4.545,6 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY): +0,43%, a 99,244 pontos
• Bitcoin -1,27% a US$ 80.426,04
• Treasuries 10 anos: 4,550%, acima de 4,489% do fechamento anterior
• Treasuries 2 anos: 4,073%, acima de 4,030% do fechamento anterior
Trump encerrou dois dias de reuniões com Xi Jinping em Pequim. As autoridades americanas afirmaram ter fechado acordos para venda de produtos agrícolas e criado mecanismos para gestão do comércio bilateral, mas faltaram detalhes concretos. Trump declarou que Xi concordou em solicitar 200 aeronaves da Boeing, número bem abaixo das expectativas iniciais de 500 unidades. Em termos gerais, o encontro reforçou a trégua comercial vigente, sem mudanças materiais no cenário de médio prazo.
No Estreito de Ormuz, o Irã passou a permitir a travessia de embarcações chinesas após entendimento sobre protocolos de controle da hidrovia, segundo a agência iraniana Fars. A medida ocorreu após solicitações do chanceler chinês e do embaixador da China no Irã.
Na agenda do dia, os destaques internacionais são o índice Empire State de manufatura de maio nos EUA, às 9h15, e a produção industrial americana de abril, às 10h15.
Hoje também é o último dia do mandato de Jerome Powell como presidente do Federal Reserve. Kevin Warsh assume a presidência da instituição.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,72%, aos 178.366 pontos, recuperando-se do tombo da véspera, com o mercado se apoiando nos bons resultados corporativos e no sentimento positivo gerado pelo encontro Trump-Xi. O dólar caiu 0,45%, fechando a R$ 4,9860.
Na agenda doméstica de hoje, o destaque é o volume de serviços de março (PMS/IBGE), às 9h. O BTG Pactual projeta alta de 0,1% no mês e 5,0% na comparação anual, levemente acima do consenso de mercado, esperando mais um resultado forte para os serviços prestados às famílias, reforçando a retomada do consumo no primeiro semestre.
🏢EMPRESAS
A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 1,9 bilhão no 1T26, alta de 18,2% na comparação anual, puxada por efeitos tributários e financeiros.
O Nubank registrou lucro líquido de US$ 871,4 milhões no 1T26, queda de 5% em relação ao 4T25 e levemente abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam alta de 6% a 8%.
A Stone registrou lucro líquido ajustado de R$ 549,1 milhões no 1T26, alta de 3,5% na comparação anual, mas queda de 22,3% em relação ao 4T25.
A Cyrela registrou lucro líquido de R$ 297 milhões no 1T26, queda de 9% na comparação anual.
A MBRF registrou lucro líquido de R$ 111 milhões no 1T26, alta de 26,8% na comparação anual. A receita líquida ficou praticamente estável, em R$ 39,453 bilhões.
A Cosan reduziu seu prejuízo líquido para R$ 1,6 bilhão no 1T26, melhora de 11% em relação ao prejuízo de R$ 1,8 bilhão do 1T25, impactada por efeitos pontuais de R$ 1,0 bilhão.
O GPA registrou prejuízo líquido de R$ 1,44 bilhão no 1T26, ante prejuízo de R$ 169 milhões no mesmo período de 2025, pressionado por efeitos não recorrentes.
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Com informações de sites e agências de notícias