
🌏INTERNACIONAL
Os mercados operam mistos nesta sexta-feira (14), em meio à escalada da pressão dos Estados Unidos sobre o Irã. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, prometeu medidas econômicas “nunca vistas antes” contra o país, enquanto o Pentágono afirmou que o bloqueio naval sobre os portos iranianos pode se estender “indefinidamente”. O tom também reflete o pregão recorde de ontem em Wall Street, quando o S&P 500 fechou no maior nível da história e caminha para a terceira semana consecutiva de alta, com a Ásia acompanhando parte dos ganhos nesta madrugada.
Os futuros de Wall Street operam mistos nesta manhã, após a sessão recorde de ontem em Nova York: o contrato do S&P 500 sobe 0,07%, o do Nasdaq 100 avança 0,15% e o do Dow Jones cai 0,12%. Na Ásia, o Kospi liderou os ganhos e fechou em alta de 2,42%, enquanto o Nikkei subiu 0,59% e o Shanghai teve variação positiva de 0,01%. Já na Europa, o pregão opera dividido: o DAX ganha 0,47%, enquanto o CAC 40 recua 0,16% e o FTSE 100 cede 0,30%. O petróleo WTI avança 1,54%, a US$ 82,50 o barril, e o Brent ganha 0,96%, a US$ 87,91 o barril.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro +0,07%
• Nasdaq Futuro +0,15%
• Dow Jones Futuro -0,12%
• FTSE -0,30%
• Nikkei +0,59%
• Kospi +2,42%
• Shanghai +0,01%
Commodities:
• Petróleo WTI (set) +1,54%, a US$ 82,50 o barril
• Petróleo Brent (out) +0,96%, a US$ 87,91 o barril
• Ouro (dez) -0,42%, a US$ 4.402,00 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) -0,21%, a 99,65 pontos
• Bitcoin -0,80%, a US$ 62.840,90
• Treasury 10 anos: 4,647%, acima de 4,641% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,154%, acima de 4,140% do ajuste anterior
No campo geopolítico, Bessent disse, em entrevista à Newsmax, que os Estados Unidos vão combinar um isolamento econômico inédito ao bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz, impedindo a entrada ou saída de qualquer navio dos portos iranianos, sem dar mais detalhes. A declaração veio depois de o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmar, ontem à noite, que as Forças Armadas americanas podem manter o bloqueio naval ao Irã “indefinidamente”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, declarou que pode aplicar tarifas de 25% a qualquer país que comprar bens ou serviços iranianos, direta ou indiretamente, o que pode afetar a China, principal parceira comercial do Irã.
Do lado iraniano, o governo tem corrido para contornar a pressão econômica americana. O presidente do banco central do Irã, Abdolnasser Hemmati, disse ontem que o país deve aderir em breve ao Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, buscando reforçar alianças econômicas.
Na Europa, a zona do euro voltou a registrar superávit comercial em junho, de 1,8 bilhão de euros (US$ 2,08 bilhões), revertendo o déficit de 6,1 bilhões de euros registrado em maio, segundo a Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia. As exportações ajustadas do bloco de 21 países subiram 0,9%, enquanto as importações recuaram 2,1%, em meio à queda nas compras de energia. Já a taxa de inflação anual da França acelerou para 2,1% em julho, ante 1,8% em junho, confirmando as estimativas preliminares do Insee, o instituto de estatística do país. A alta foi puxada principalmente pelo setor de serviços, que subiu 2,2% no ano (ante 1,9% em junho), com destaque para hospedagem e serviços de alimentação, e pela energia, cujo avanço também acelerou, para 12,6%, impulsionado pelo gás e por derivados de petróleo.
Na Ásia, os novos empréstimos bancários da China caíram inesperadamente em julho, recuo que ocorreu no momento em que o banco central do país busca minimizar a importância dos empréstimos como métrica financeira. O indicador ficou em patamar negativo de 340 bilhões de yuans no mês passado, ante 1,61 trilhão de yuans em junho, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira. A surpresa de julho se deveu em parte à sazonalidade, mas também reflete a fraca demanda interna por crédito, em meio à persistente crise imobiliária no país.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa fechou ontem em queda de 0,23%, aos 167.101 pontos, após oscilar entre a mínima de 166.197 pontos e a máxima de 168.515 pontos ao longo do pregão. O índice teve um breve alívio logo após a abertura dos negócios, mas não conseguiu sustentar o desempenho positivo e voltou a ceder, acumulando a oitava sessão consecutiva de perdas em meio à forte saída de investidores estrangeiros e à piora do sentimento dos investidores locais. Desde abril, os alocadores não residentes já haviam retirado R$ 32 bilhões da bolsa brasileira, segundo dados da B3.
A sequência de perdas já era a pior marca do Ibovespa desde as 13 sessões consecutivas de recuo registradas em agosto de 2023, e acendeu um alerta técnico: ao romper de uma só vez os suportes de 172.200 pontos e 168.100 pontos, o índice confirmou a tendência de baixa.
O dólar à vista fechou em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,1925, depois de oscilar entre a mínima de R$ 5,1756 e a máxima de R$ 5,1986. Já o euro comercial avançou 0,31%, fechando a R$ 5,9864.
O governo brasileiro deu início ontem à análise para adoção da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em reação à tarifa de 25% sobre exportações brasileiras anunciada pelo governo de Trump com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana, em 15 de julho. O início do processo foi informado pela Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aos demais membros da câmara, e o Ministério das Relações Exteriores notificou o governo americano e solicitou consultas diplomáticas, medida que, segundo o Planalto, reforça a disposição do Brasil em privilegiar o diálogo, já que o país atuou ao longo do último ano junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pelo encerramento das investigações baseadas na Seção 301, apresentando evidências contra as alegações de práticas desleais de comércio.
🏢EMPRESAS
A Ambev S.A. (Ambev) aprovou o cancelamento de 279 milhões de ações ordinárias mantidas em tesouraria, sem redução do capital social, que passou a ser dividido em 15.484.664.889 ações ordinárias. A companhia informou que, com isso, o programa de recompra aprovado em 29 de outubro de 2025 foi encerrado, por ter atingido o limite de ações ordinárias previsto.
A JHSF Participações S.A. (JHSF) aprovou a renovação de seu programa de recompra de ações, autorizando a aquisição de até 10% das ações ordinárias atualmente em circulação, com prazo de execução de até 18 meses e encerramento programado para 13 de fevereiro de 2028.
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*Com informação dos sites e agências de notícias