
🌏INTERNACIONAL
Os mercados globais operam mistos nesta sexta-feira (7), à espera da divulgação do payroll de julho nos Estados Unidos, ainda pela manhã, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
Os futuros de Nova York operam mistos: o contrato ligado ao Nasdaq 100 sobe 0,32%, o do S&P 500 avança quase 0,10% e o do Dow Jones cai 0,1%. Na Ásia, o pregão fechou em tom misto, o Nikkei fechou em queda de 0,12%, o Kospi recuou 0,60%, o Shanghai teve alta de 1,02%. Na Europa, o CAC 40 avança 0,18% e o DAX sobe 0,55%. No mercado de commodities, o petróleo WTI, cai 0,16%, a US$ 77,17 o barril, e o Brent, recua 0,15%, a US$ 82,37 o barril.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
* S&P 500 Futuro +0,10%
* Nasdaq Futuro +0,32%
* Dow Jones Futuro -0,10%
* FTSE +0,21%
* Nikkei -0,12%
* Kospi -0,60%
* Shanghai +1,02%
Commodities:
* Petróleo WTI (set) -0,16%, a US$ 77,17 o barril
* Petróleo Brent (out) -0,15%, a US$ 82,37 o barril
* Ouro (dez) +1,56%, a US$ 4.366,70 por onça troy
Outros:
* Índice do dólar (DXY) +0,01%, a 99,95 pontos
* Bitcoin +0,36%, a US$ 64.609,34
* Treasury 10 anos: 4,670%, estável de 4,670% frente ao ajuste anterior
* Treasury 2 anos: 4,241%, abaixo de 4,245% do ajuste anterior
O negociador-chefe do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, acusou ontem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de praticar “diplomacia de teatro”, em meio a versões conflitantes entre Washington e Teerã sobre as negociações bilaterais para encerrar meses de hostilidades. As declarações vieram dias depois de Trump cancelar ataques planejados e afirmar que os contornos de um acordo já haviam sido definidos com Teerã. Autoridades iranianas rejeitaram a informação e negaram a existência de conversas em andamento.
O conflito tem se ampliado pela região, com a infraestrutura energética do Golfo e pontos estratégicos de navegação sob ameaça renovada. Pelo plano preliminar do Irã para administrar o Estreito de Ormuz, embarcações dos Estados Unidos e de Israel ficariam proibidas de cruzar a via.
No campo comercial, os Estados Unidos anunciaram ontem a imposição de uma tarifa de 15% e um preço mínimo sobre as importações de produtos feitos de polissilício, matéria-prima essencial usada em painéis solares e chips semicondutores, em resposta ao domínio chinês na cadeia de suprimentos do setor solar e às ambições da China no mercado de chips. Segundo um decreto assinado no mesmo dia pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as empresas receberão incentivos do governo caso invistam na produção nacional do material. A tarifa e o preço mínimo de importação entram em vigor em 4 de dezembro, segundo a Casa Branca.
Na Europa, o superávit comercial da Alemanha encolheu para 15,4 bilhões de euros em junho, ante 19,3 bilhões de euros em maio, dado revisado para cima, segundo o Departamento Federal de Estatística (Destatis). As importações cresceram mais do que as exportações: subiram 4,4% na comparação mensal, ao maior patamar em mais de três anos e meio, a 123,9 bilhões de euros em junho. As compras oriundas de países da União Europeia avançaram 7,4%, enquanto as provenientes de países terceiros cresceram 1,4%, impulsionadas por uma alta de 9,1% nas importações vindas da China.
A produção industrial da Alemanha registrou alta inesperada de 0,2% em junho na comparação mensal, estendendo uma sequência de dados positivos no setor e sinalizando que a maior economia da Europa vem conseguindo se esquivar dos impactos mais severos do conflito geopolítico no Oriente Médio.
Na Ásia, as exportações chinesas cresceram 23,9% na comparação anual em julho, apesar das novas tensões comerciais com os Estados Unidos, segundo dados divulgados hoje pela Administração Geral de Alfândegas da China. O ritmo desacelerou em relação a junho, quando o avanço havia sido de 27%, mas superou a projeção de alta de 22% feita por economistas consultados pelo The Wall Street Journal. O resultado foi impulsionado pela demanda global aquecida por produtos voltados à inteligência artificial.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa fechou em queda de 1,23% ontem, aos 175.546 pontos, pressionado pelo cenário externo e por incertezas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Vale e Banco do Brasil lideraram as pressões negativas do índice, enquanto Petrobras encerrou em alta moderada, na esteira do movimento do petróleo no exterior.
O dólar à vista fechou em queda de 0,41%, cotado a R$ 5,1070, depois de oscilar entre a mínima de R$ 5,0906 e a máxima de R$ 5,1270 ao longo do pregão. O euro comercial, por sua vez, recuou 0,67%, a R$ 5,8846.
🏢EMPRESAS
A Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 96,8% na comparação anual, impulsionado pela alta do petróleo e da produção; a receita de vendas somou R$ 169,5 bilhões, avanço de 42,3%, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 79,6%, para R$ 93,8 bilhões, na mesma base de comparação.
A Neoenergia Brasília anunciou um plano de investimentos de R$ 3,1 bilhões entre 2026 e 2030 para expansão, modernização e digitalização da rede de distribuição do Distrito Federal. O plano prevê a construção e a ampliação de cinco subestações, a implantação de 132 quilômetros de novas linhas de alta tensão e o reforço da infraestrutura elétrica em diversas regiões do Distrito Federal.
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*Com informação dos sites e agências de notícias