
🌎 INTERNACIONAL
Os mercados globais amanheceram sob aversão a risco nesta quinta-feira (24), na esteira da disparada dos rendimentos dos Treasuries e das apostas em novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A nova alta do petróleo, diante da redução das esperanças de reabertura do Estreito de Ormuz, reforça o tom negativo.
O contrato do Dow Jones recua 0,47%, o do S&P 500 cai 0,62% e o do Nasdaq 100 perde 0,98%. Na Europa, os principais índices também operam no negativo: CAC 40 cede 0,82%, FTSE 100 tem leve baixa de 0,17% e DAX recua 0,94%. Na Ásia, o pregão fechou misto: Nikkei subiu 0,76%, Kospi avançou 0,90%, Hang Seng caiu 0,29% e Shanghai teve baixa de 1,22%. O petróleo WTI avança 1,99%, a US$ 93,99 o barril, e o Brent sobe 2,42%, a US$ 105,57.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro -0,62%
• Nasdaq Futuro -0,98%
• Dow Jones Futuro -0,47%
• FTSE -0,17%
• Nikkei +0,76%
• Kospi +0,90%
• Shanghai -1,22%
Commodities:
• Petróleo WTI (nov) +1,99%, a US$ 93,99 o barril
• Petróleo Brent (dez) +2,42%, a US$ 105,57 o barril
• Ouro (dez) -0,45%, a US$ 4.299,00 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) +0,13%, a 101,22 pontos
• Bitcoin -1,14%, a US$ 83.492,20
• Treasury 10 anos: 5,147%, acima de 5,116% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,910%, acima de 4,903% do ajuste anterior
No mercado de títulos americano, os rendimentos dos Treasuries seguem em alta depois de atingirem ontem o maior nível em 19 anos. O retorno do título de 10 anos saltou mais de 13 pontos-base, após dados de atividade empresarial dos Estados Unidos reforçarem as apostas em novos aumentos de juros pelo Fed. Nesta manhã, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, afirmou que seria “razoável” ver mais uma alta de juros até o fim do ano.
No mercado de petróleo, o Brent voltou a superar os US$ 100 o barril com a redução das esperanças de reabertura do Estreito de Ormuz no curto prazo. A alta ocorre mesmo depois de dados divulgados ontem pela Administração de Informações sobre Energia (EIA) dos Estados Unidos mostrarem aumento maior do que o esperado nos estoques comerciais de petróleo bruto, de 3 milhões de barris, na semana encerrada em 18 de setembro.
No campo comercial, o presidente americano, Donald Trump, recebe hoje o presidente chinês, Xi Jinping, na Casa Branca para uma cúpula de Estado, a primeira visita de Xi a Washington em mais de uma década. Ao desembarcar, Xi defendeu que os dois países sejam “parceiros, não rivais”, em declaração divulgada pela agência estatal chinesa Xinhua.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Washington e Pequim prorrogaram até 10 de janeiro a trégua que mantém as tarifas mais baixas e suspende as restrições da China à exportação de terras raras, minerais usados em carros elétricos, eletrônicos e equipamentos militares. O acordo de um ano, fechado por Trump e Xi na Coreia do Sul em outubro do ano passado, venceria em novembro, e muitos esperavam uma prorrogação de seis meses ou mais. Bessent disse ainda que Pequim precisa cumprir mais compromissos.
🇧🇷 BRASIL
O Ibovespa recuou 0,86% ontem, aos 185.814 pontos, perto da mínima do dia, de 185.676 pontos. Logo após a abertura, o índice chegou a subir e tocou a máxima de 188.772 pontos. Depois, virou para o negativo com a volta da aversão global a risco. Com o resultado, o ganho acumulado na semana caiu para 0,3%. No mês, acumulou alta de 4,7% e, no ano, de 15,3%.
No câmbio, o dólar à vista subiu 1,28%, a R$ 5,1680, depois de oscilar entre a mínima de R$ 5,1217 e a máxima de R$ 5,1757. O real ficou entre as moedas mais fracas do dia. O euro comercial avançou 0,71%, a R$ 5,8835.
O Banco Central (BC) anunciou ontem mais um leilão de linha, a venda de dólares com compromisso de recompra, de até US$ 1 bilhão. A operação acontece hoje, entre 10h30 e 10h35, em dois leilões: um com vencimento em 2 de fevereiro e outro em 2 de abril de 2027. O BC voltou a atuar porque, no fim do trimestre, a saída de recursos do país pressiona a liquidez do mercado de câmbio.
📊 EMPRESAS
A Afya Limited (Afya) e a Yduqs Participações S.A. (Yduqs) confirmaram em fato relevante, na noite de ontem, uma fusão que cria um grupo educacional com receita líquida de cerca de R$ 9 bilhões, controlado pela Afya, com 69%, enquanto a Yduqs ficará com 31% e direito a pelo menos R$ 750 milhões em dividendos. Com a transação, o grupo alemão Bertelsmann, maior acionista da Afya, passará a deter 47,3% da companhia combinada, cuja governança será liderada por Kay Krafft, da própria Bertelsmann.
A LOG Commercial Properties e Participações S.A. (LOG CP) concluiu a venda do galpão LOG Recife II ao fundo TRX Real Estate por R$ 210 milhões. Do total, 62% foram pagos no ato, sendo R$ 55 milhões em dinheiro e R$ 75 milhões em cotas do fundo; outros 19% serão quitados em dinheiro até 30 de dezembro, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
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*Com informação dos sites e agências de notícias