
🌎INTERNACIONAL
Os mercados globais operam mistos nesta quinta-feira (29), em meio à repercussão dos balanços de gigantes de tecnologia e à espera do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) e do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, além da decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE).
O contrato do Dow Jones sobe 0,53%, enquanto o do S&P 500 recua 0,32% e o do Nasdaq 100 cai 1,15%. Na Europa, os principais índices operam no positivo: CAC 40 avança 0,89%, FTSE 100 tem ganho de 0,20% e DAX sobe 0,49%. Na Ásia, o pregão fechou misto: Nikkei teve alta de 1,10%, Kospi cedeu 1,24%, Shanghai recuou 0,82% e Hang Seng perdeu 0,59%. O petróleo WTI cai 1,09%, a US$ 101,66 o barril, e o Brent perde 0,76%, a US$ 114,44.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro -0,32%
• Nasdaq Futuro -1,15%
• Dow Jones Futuro +0,53%
• FTSE +0,20%
• Nikkei +1,10%
• Kospi -1,24%
• Shanghai -0,82%
Commodities:
• Petróleo WTI (dez) -1,09%, a US$ 101,66 o barril
• Petróleo Brent (jan) -0,76%, a US$ 114,44 o barril
• Ouro (dez) -0,34%, a US$ 4.037,80 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) +0,08%, a 102,27 pontos
• Bitcoin -1,53%, a US$ 80.025,34
• Treasury 10 anos: 4,992%, abaixo de 5,051% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,668%, abaixo de 4,735% do ajuste anterior
No campo geopolítico, o petróleo recua com a perspectiva de retomada das negociações de paz no Oriente Médio, que reduziu o temor de interrupções na oferta. Segundo o jornal The Wall Street Journal, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, procurou o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, para tentar reabrir o diálogo. O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou na rede social X que Teerã segue aberto a esforços diplomáticos e que um plano de paz de sete dias pode ser acelerado se houver acordo.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve ontem a taxa básica de juros na faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano, como o mercado esperava, e deixou qualquer mudança para depois das eleições de meio de mandato da próxima semana. A decisão teve placar de 10 a 2: a diretora Lisa Cook e a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, votaram por uma alta de 0,25 ponto percentual. No comunicado, o banco central disse que a inflação “segue elevada”, mas melhorou a avaliação da economia, que agora cresce em “ritmo forte”. Em entrevista coletiva, o presidente do Fed, Kevin Warsh, disse confiar que a inflação pode voltar à meta de 2% sem frear o crescimento nem elevar o desemprego. Warsh também afirmou esperar que o PIB do terceiro trimestre, que sai hoje, mostre investimento e consumo fortes.
Na Europa, o BCE deve manter hoje a taxa de depósito em 2,5% ao ano e sinalizar uma nova alta, possivelmente já em dezembro, para evitar que o choque do petróleo contamine a inflação. A decisão ocorre em meio à alta dos rendimentos dos títulos públicos, sobretudo na França.
No Reino Unido, o ministro das Finanças, John Healey, apresentou ontem o orçamento do governo, com medidas para aliviar as contas de energia e aumento de impostos sobre bancos, apostas, poupadores e proprietários de imóveis. O Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR, na sigla em inglês) cortou para 1,0% a projeção de crescimento do PIB em 2027 e informou que a margem fiscal do governo encolheu para 15 bilhões de libras.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa recuou ontem pela terceira sessão seguida e acumulou perda de quase 17% na semana, ainda sob o impacto do resultado do pleito presidencial. Além da reprecificação provocada pela eleição, rumores sobre nomeações para o Banco Central (BC) e para o Tribunal de Contas da União (TCU) e ruídos sobre o potencial inflacionário da reforma tributária pesaram sobre os negócios. O índice oscilou entre 170.162 e 175.711 pontos e encerrou o pregão em queda de 2,68%, aos 171.006 pontos.
O dólar à vista fechou em queda de 0,19%, a R$ 5,3401, depois de oscilar entre R$ 5,3112 e R$ 5,3987. A moeda chegou a subir em boa parte do pregão, mas virou à tarde e acompanhou a desvalorização global do dólar após o Fed manter os juros inalterados. O euro comercial teve alta de 0,05%, a R$ 5,9606.
📊EMPRESAS
A Motiva Infraestrutura de Mobilidade S.A. (Motiva), antiga CCR, registrou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre, alta de 178% na comparação anual. O resultado foi puxado pela venda da plataforma de aeroportos ao grupo mexicano Asur, operação que teve impacto positivo de R$ 2,7 bilhões no lucro, e, sem os efeitos não recorrentes, o lucro ajustado avançou 9,8%.
A Ambev S.A. (Ambev) teve lucro líquido de R$ 4,366 bilhões no terceiro trimestre, queda de 10,2% na comparação anual, refletindo a ausência de efeitos tributários não recorrentes registrados em 2025, entre eles o desinvestimento em Barbados. Sem esses efeitos, o lucro ajustado subiu 14,3%, para R$ 4,393 bilhões, graças ao crescimento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) e a menores despesas financeiras.
INTERNACIONAL
A Alphabet Inc. (Alphabet), controladora do Google, reportou lucro líquido de US$ 26,17 bilhões no terceiro trimestre, queda de 25,2% na comparação anual, com lucro por ação de US$ 2,12, abaixo dos US$ 3,03 projetados por analistas. A receita avançou 25%, para US$ 127,58 bilhões, levemente abaixo do consenso de US$ 127,9 bilhões, e perdas com títulos de participação acionária reduziram o resultado em US$ 6,7 bilhões.
A Microsoft Corporation (Microsoft) registrou lucro líquido de US$ 36,63 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2027, alta de 32% na comparação anual, com lucro ajustado por ação de US$ 4,89, acima dos US$ 4,71 projetados por analistas. A receita avançou 19%, para US$ 92,3 bilhões, impulsionada pela plataforma de computação em nuvem Azure, que cresceu 48%, acima da expectativa de 44,3%.
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*Com informação dos sites e agências de notícias