
🌎INTERNACIONAL
Os mercados globais amanheceram sob aversão a risco nesta sexta-feira (23), à espera das prévias dos PMIs dos Estados Unidos e da leitura final do sentimento do consumidor da Universidade de Michigan. Pesam sobre o humor a onda de vendas de ações ligadas à inteligência artificial (IA) e o petróleo nos maiores níveis desde maio, diante das preocupações com a guerra com o Irã.
O contrato do Dow Jones recua 0,56%, o do S&P 500 cai 0,19% e o do Nasdaq 100 tem leve baixa de 0,02%. Na Europa, os principais índices operam no negativo: CAC 40 perde 0,73%, FTSE 100 cede 0,54% e DAX recua 0,83%. Na Ásia, o pregão fechou majoritariamente em alta: Shanghai subiu 0,89%, Hang Seng avançou 0,69% e Kospi teve ganho de 0,30%, enquanto Nikkei caiu 0,34%. O petróleo WTI avança 1,73%, a US$ 101,19 o barril, e o Brent ganha 1,16%, a US$ 114,48 o barril.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro -0,19%
• Nasdaq Futuro -0,02%
• Dow Jones Futuro -0,56%
• FTSE -0,54%
• Nikkei -0,34%
• Kospi +0,30%
• Shanghai +0,89%
Commodities:
• Petróleo WTI (dez) +1,73%, a US$ 101,19 o barril
• Petróleo Brent (dez) +1,16%, a US$ 114,48 o barril
• Ouro (dez) -0,57%, a US$ 4.037,20 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) +0,20%, a 101,81 pontos
• Bitcoin +0,44%, a US$ 81.697,58
• Treasury 10 anos: 4,978%, acima de 4,949% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,669%, acima de 4,635% do ajuste anterior
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump determinou ontem que a produção e o refino de petróleo e atividades relacionadas são essenciais à defesa nacional, medida que pode abrir caminho para financiamento federal de projetos de combustíveis fósseis. Em memorando presidencial, Trump também acionou parte da Lei de Produção de Defesa, da época da Guerra Fria, o que permite oferecer incentivos financeiros a atividades ligadas ao petróleo, a oleodutos e ao armazenamento de combustíveis líquidos.
No campo geopolítico, a Rússia lançou durante a madrugada um ataque de grande escala contra instalações de energia da Ucrânia, que deixou mais de 500 mil pessoas sem eletricidade em seis regiões, segundo o Ministério de Energia ucraniano. A ofensiva ocorreu depois da conclusão, em São Petersburgo, das negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos.
Na Europa, as prévias de outubro dos PMIs da S&P Global mostraram desaceleração. Na zona do euro, o PMI composto recuou de 53,1 para 51,9 pontos, menor nível em quatro meses. Na França, o indicador caiu de 51,1 para 48,4 pontos e voltou ao território de contração, enquanto na Alemanha passou de 53,8 para 52,8 pontos, mínima de dois meses.
Ainda na zona do euro, as expectativas de inflação dos consumidores para os próximos 12 meses subiram de 3,0% em agosto para 3,1% em setembro, segunda alta mensal seguida, segundo pesquisa do Banco Central Europeu (BCE). O avanço reflete a alta dos preços de energia com o prolongamento da guerra no Oriente Médio.
No Reino Unido, o PMI composto foi na direção oposta e subiu de 52,0 para 53,1 pontos, maior nível em oito meses, impulsionado pela recuperação da demanda. Já as vendas no varejo caíram 0,4% em setembro na comparação mensal, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), recuo maior que a queda de 0,1% esperada pelo mercado.
No Japão, o núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI), que exclui alimentos frescos, subiu 2,1% em setembro na comparação anual, ante alta de 1,7% em agosto, em linha com as projeções. O dado reforça a expectativa de que o Banco do Japão (BoJ) eleve os juros em dezembro.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa fechou ontem em queda de 1,15%, aos 204.120 pontos, após oscilar entre 203.052 e 206.493 pontos. O índice foi pressionado pela aversão a risco no exterior, puxada pelo setor de tecnologia dos Estados Unidos. As ações ordinárias da Vale lideraram as perdas entre as blue chips, com recuo de 3,97% e recuaram pela terceira sessão consecutiva. Os recibos de ações da mineradora negociados em Nova York (ADRs) caíram 3,94%, em linha com os ADRs da Rio Tinto e da BHP, que cederam 3,20% e 4,01%, respectivamente. Já a Petrobras fechou mista: as ações preferenciais subiram 0,14% e as ordinárias ficaram praticamente estáveis, com recuo de 0,03%.
O dólar à vista subiu 0,22%, a R$ 5,0383, depois de oscilar entre R$ 5,0220 e R$ 5,0555, acompanhando o fortalecimento da moeda americana ante divisas emergentes. Apesar do clima de cautela, houve sinais de entrada de capitais no país, com melhora do dólar casado, que é a diferença entre as cotações do dólar futuro e do dólar à vista. O euro comercial avançou 0,07%, a R$ 5,6514.
📊EMPRESAS
A Americanas S.A. (Americanas) concluiu a venda dos ativos de mais uma loja da rede Hortifruti Natural da Terra em São Paulo para o Oba Hortifruti, a sexta etapa concluída do acordo de R$ 69,3 milhões que envolve dez lojas deficitárias. O Oba pagou R$ 660,6 mil referentes à parcela à vista, e os recursos, após as deduções previstas no plano de recuperação judicial, foram destinados à amortização extraordinária de debêntures da Americanas.
INTERNACIONAL
A Western Digital Corporation (Western Digital) reportou lucro ajustado de US$ 4,64 por ação no primeiro trimestre fiscal, encerrado em setembro, acima da estimativa de US$ 4,11 compilada pela FactSet, e receita de US$ 4,4 bilhões, alta anual de 55%. A margem bruta ajustada chegou a 58,1%, ante 43,9% um ano antes, e a fabricante de discos rígidos projetou receita de US$ 5,1 bilhões para o trimestre atual.
A Kering SA (Kering) reportou queda de 1% na receita do grupo no terceiro trimestre, e as vendas da Gucci, marca que responde por cerca de metade do lucro da companhia, recuaram 6%, excluído o efeito do câmbio, para 1,29 bilhão de euros. A diretora financeira, Armelle Poulou, afirmou que o grupo vai acelerar o ritmo de fechamento de lojas.
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*Com informação dos sites e agências de notícias