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Morning Call | 14.10.26

Publicado em 14 de outubro de 2026 Fonte: BTG Pactual Equity Research
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🌎INTERNACIONAL

Os mercados globais operam mistos nesta quarta-feira (14), à espera do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de setembro nos Estados Unidos, ainda pela manhã, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.

O contrato do Dow Jones sobe 0,44%, o do S&P 500 avança 0,22% e o do Nasdaq 100 tem leve alta de 0,02%. Na Europa, os principais índices operam no positivo: CAC 40 ganha 0,72%, DAX sobe 0,57% e FTSE 100 avança 0,45%. Na Ásia, o pregão fechou no negativo: Shanghai caiu 0,88%, Kospi recuou 0,44%, Hang Seng cedeu 0,13% e Nikkei teve leve baixa de 0,05%. O petróleo WTI ganha 0,63%, a US$ 94,73 o barril, e o Brent opera perto da estabilidade, com alta de 0,19%, a US$ 105,89.

Confira as cotações às 7h10:

Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro +0,22%
• Nasdaq Futuro +0,02%
• Dow Jones Futuro +0,44%
• FTSE +0,45%
• Nikkei -0,05%
• Kospi -0,44%
• Shanghai -0,88%
Commodities:
• Petróleo WTI (nov) +0,63%, a US$ 94,73 o barril
• Petróleo Brent (dez) +0,19%, a US$ 105,89 o barril
• Ouro (dez) -0,28%, a US$ 4.165,50 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) +0,05%, a 102,23 pontos
• Bitcoin +0,27%, a US$ 83.365,83
• Treasury 10 anos: 5,191%, abaixo de 5,217% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,776%, abaixo de 4,793% do ajuste anterior

No campo geopolítico, um prédio administrativo da Saudi Arabian Oil Company (Saudi Aramco), a petrolífera estatal da Arábia Saudita, foi atingido por um míssil ontem. O Ministério de Energia saudita informou em comunicado que o ataque causou um incêndio de efeito limitado. O episódio ocorreu em meio à intensificação do conflito entre a Arábia Saudita e os houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã. Uma coalizão liderada pelos sauditas teria atacado terminais de energia e reservas de combustível dos houthis no Iêmen.

No mercado de energia, a Agência Internacional de Energia (AIE) previu, no relatório mensal de outubro sobre o mercado de petróleo, que a oferta de diesel deve seguir apertada até o segundo semestre de 2027, com a guerra no Irã afetando o abastecimento. Segundo a agência, as exportações de diesel da Rússia e do Oriente Médio caíram 1,3 milhão de barris por dia em setembro na comparação anual. Outros países exportadores aumentaram as vendas, mas não o suficiente para cobrir essa perda, e as exportações globais de diesel recuaram 700 mil barris por dia.

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) recuaram em toda a curva durante o pregão asiático, à espera do CPI, que sai às 9h30 (horário de Brasília). O dado de inflação é considerado decisivo para a próxima decisão de juros do Federal Reserve (Fed), marcada para 28 de outubro.

Na Europa, o Instituto Nacional de Estatística (INE) da Espanha confirmou que a inflação anual do país chegou a 4,9% em setembro, a maior desde fevereiro de 2023. A principal pressão veio dos transportes, com a alta nos preços dos combustíveis e lubrificantes para veículos de passeio.

Na Ásia, as exportações da China cresceram 36,3% em setembro na comparação anual, segundo a Administração Geral de Alfândegas do país. O resultado acelerou em relação à alta de 25% de agosto. As importações subiram 31%, e o superávit comercial chinês chegou a US$ 133,5 bilhões, contra US$ 119,1 bilhões em agosto. A aceleração das exportações pode alimentar novas tensões comerciais com os principais parceiros da China.

Também na China, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), que mede os preços cobrados pela indústria na porta da fábrica, subiu 5% em setembro, o ritmo mais forte em mais de quatro anos, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). A alta foi puxada pelos combustíveis mais caros, que elevaram os custos das empresas, e acelerou em relação aos 3,8% de agosto. O carvão também pesou: os preços subiram com a maior demanda para aquecimento no inverno, a oferta temporariamente restrita nas principais regiões produtoras e a expectativa de alta no mercado internacional.

🇧🇷BRASIL

O Ibovespa fechou em queda de 1,04% ontem, aos 206.888 pontos. As principais ações do índice recuaram, com exceção da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras): as preferenciais da companhia subiram 1,52% e as ordinárias, 1,14%, na contramão da queda do Brent.

No câmbio, o dólar à vista subiu 0,71%, a R$ 5,0198, na primeira sessão após o feriado de Nossa Senhora Aparecida, e o euro comercial avançou 0,70%, a R$ 5,6211.

📊EMPRESAS

A Petrobras assinou com Shell, TotalEnergies e Petrogal, suas sócias no consórcio BM-S-11A, acordos de equalização de gastos e volumes das jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos, depois que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a individualização da produção das áreas. Com esses acordos, a Petrobras vai receber das parceiras um valor líquido de cerca de US$ 859 milhões, a ser pago até novembro de 2026.

A Iguatemi S.A. (Iguatemi) informou que fundos e carteiras administrados pela Radar Gestora de Recursos reduziram para 9,66% a participação nas ações preferenciais da companhia, o equivalente a 42.049.400 papéis, após a venda de units, que são pacotes de ações negociados juntos. Antes da operação, a Radar detinha 5,566% do capital total da Iguatemi, com 2,935% das ações ordinárias e 10,086% das preferenciais, segundo o último formulário de referência da empresa.

INTERNACIONAL

A ASML Holding N.V. (ASML), fabricante holandesa de máquinas para a produção de chips, registrou lucro líquido de 4,96 bilhões de euros no terceiro trimestre, acima dos 4,1 bilhões esperados pelo consenso da LSEG. A receita líquida, de 11,66 bilhões de euros, ficou um pouco abaixo da projeção de 11,72 bilhões, e as ações da companhia subiam 2,6% no início do pregão europeu.

Assista ao Morning Call completo clicando aqui.

*Com informação dos sites e agências de notícias