
🌎INTERNACIONAL
Os mercados globais operam mistos nesta quarta-feira (21), com os investidores repercutindo a temporada de balanços nos Estados Unidos, à espera dos resultados de Meta e Tesla, previstos para hoje. A alta do petróleo, em meio a novos incidentes com petroleiros no Estreito de Ormuz, e a inflação acima do esperado no Reino Unido também estão no radar.
O contrato do Dow Jones tem leve queda de 0,03%, enquanto o do S&P 500 avança 0,19% e o do Nasdaq 100 sobe 0,46%. Na Europa, os principais índices estão no positivo: CAC 40 tem ganho de 0,55%, DAX ganha 0,50% e FTSE 100 avança 0,10%. Na Ásia, o fechamento foi misto: Kospi disparou 3,29% e Nikkei subiu 0,85%, enquanto Shanghai caiu 0,60% e Hang Seng recuou 0,90%. O petróleo WTI opera em alta de 1,22%, a US$ 99,01 o barril, e o Brent ganha 1,06%, a US$ 109,94. Os Treasuries operam estáveis, à espera de novos dados da economia americana antes da decisão de juros do Federal Reserve (Fed), na próxima semana.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro +0,19%
• Nasdaq Futuro +0,46%
• Dow Jones Futuro -0,03%
• FTSE +0,10%
• Nikkei +0,85%
• Kospi +3,29%
• Shanghai -0,60%
Commodities:
• Petróleo WTI (dez) +1,22%, a US$ 99,01 o barril
• Petróleo Brent (dez) +1,06%, a US$ 109,94 o barril
• Ouro (dez) -0,09%, a US$ 4.138,80 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) +0,09%, a 101,79 pontos
• Bitcoin +1,09%, a US$ 83.354,90
• Treasury 10 anos: 5,117%, abaixo de 5,119% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,785%, abaixo de 4,787% do ajuste anterior
No campo geopolítico, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ontem que minas navais impediram a passagem de três petroleiros pelo Estreito de Ormuz e que dois deles foram incendiados. No mesmo dia, Teerã informou ao chefe do Exército do Paquistão, o marechal de campo Asim Munir, que não haverá negociações com Washington até que suas exigências sejam atendidas, segundo a mídia iraniana. Munir, que atua na mediação do conflito, se reuniu em Teerã com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. A escalada das tensões elevou os custos globais de frete de petróleo.
No Reino Unido, a inflação ao consumidor acelerou para 3,5% em setembro na comparação anual, ante 3,1% em agosto e acima da projeção de 3,4%, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS). Na comparação mensal, os preços subiram 0,4%, superando o consenso de 0,3%. Pressionada pelos custos de energia com a guerra envolvendo o Irã, a inflação se afasta ainda mais da meta de 2% do Banco da Inglaterra (BoE), antes da reunião de política monetária de 5 de novembro, na qual os investidores esperam alta de juros.
Na zona do euro, o rendimento do título de 10 anos da França superou hoje 5% pela primeira vez desde 2002 e opera a 4,979%, alta de cerca de 6 pontos-base, em meio à dificuldade do governo de aprovar o orçamento em um Parlamento dividido. A disparada dos custos de financiamento dos governos da região reacendeu temores de repetição da crise da dívida de 15 anos atrás, segundo a Reuters. Os bancos do bloco detêm 4,3 trilhões de euros em títulos soberanos, o dobro do volume que tinham na carteira naquela época.
No Japão, as exportações subiram 16,7% em setembro na comparação anual, no 13º mês seguido de alta, impulsionadas pela demanda por componentes eletrônicos e máquinas para chips, ligada à inteligência artificial (IA). O resultado, porém, ficou abaixo da alta de 20,1% prevista em pesquisa do London Stock Exchange Group (LSEG) e dos 19,3% de agosto.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa fechou em alta de 1,57% ontem, aos 208.296 pontos, impulsionado pelo avanço mais forte das ações de bancos. Na máxima do dia, o índice chegou a tocar os 208.942 pontos, mas perdeu força ao longo da tarde.
O dólar à vista recuou 0,58%, cotado a R$ 5,0188. A moeda testou o nível de R$ 5,00 pela tarde, com mínima de R$ 5,0048, mas reduziu parte da queda perto do fim das negociações. O euro comercial caiu 0,36%, a R$ 5,6385.
📊EMPRESAS
A Claro S.A. (Claro Brasil), controlada da América Móvil, registrou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de cerca de R$ 6,2 bilhões no terceiro trimestre, alta de 6,6% na comparação anual. A receita da companhia subiu 6,1%, para R$ 13,8 bilhões, com os serviços móveis avançando 6,9%, para R$ 7,64 bilhões.
INTERNACIONAL
A Space Exploration Technologies Corp. (SpaceX) registrou lucro líquido de US$ 4,4 bilhões no terceiro trimestre, ou US$ 0,37 por ação, e reverteu o prejuízo de US$ 1,05 bilhão de um ano antes, no primeiro resultado positivo desde a abertura de capital, em junho. A receita cresceu 161% na comparação anual, para US$ 14,6 bilhões, impulsionada pelo segmento de inteligência artificial.
A Netflix, Inc. (Netflix) apurou lucro líquido de US$ 3,66 bilhões no terceiro trimestre, alta de 43,8% na comparação anual, em balanço divulgado ontem após o fechamento do pregão. A receita líquida subiu 11,8%, para US$ 12,87 bilhões, puxada principalmente pelas assinaturas, com aumento no número de membros e nos preços, e pela expansão da publicidade.
Assista ao Morning Call completo clicando aqui.
*Com informação dos sites e agências de notícias