
🌎 INTERNACIONAL
Os mercados globais operam mistos nesta terça-feira (13), em dia de balanços de grandes empresas americanas, como JPMorgan Chase e UnitedHealth. Ao longo da semana, o foco também estará no dado de inflação dos Estados Unidos. No petróleo, a perspectiva de mais oferta de energia russa, após o acordo do diesel anunciado por Trump, pressiona os preços, mas a preocupação com os ataques dos houthis à Arábia Saudita limita as perdas.
O contrato do Dow Jones sobe 0,52%, o do S&P 500 fica praticamente estável, com alta de 0,01%, e o do Nasdaq 100 recua 0,58%. Na Europa, os principais índices operam no positivo: CAC 40 tem ganho de 0,34%, FTSE 100 avança 0,72% e DAX sobe 0,50%. Na Ásia, o pregão fechou misto, com a Bolsa de Tóquio de volta após o feriado do Dia dos Esportes, que a manteve fechada ontem: Nikkei caiu 1,82%, Kospi desabou 5,46%, Shanghai teve alta de 0,10% e Hang Seng ganhou 0,30%. O petróleo WTI cai 1,81%, a US$ 92,04 o barril, e o Brent recua 1,69%, a US$ 104,85.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro +0,01%
• Nasdaq Futuro -0,58%
• Dow Jones Futuro +0,52%
• FTSE +0,72%
• Nikkei -1,82%
• Kospi -5,46%
• Shanghai +0,10%
Commodities:
• Petróleo WTI (nov) -1,81%, a US$ 92,04 o barril
• Petróleo Brent (dez) -1,69%, a US$ 104,85 o barril
• Ouro (dez) +0,47%, a US$ 4.210,30 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) -0,27%, a 102,31 pontos
• Bitcoin +0,90%, a US$ 83.367,70
• Treasury 10 anos: 5,193%, abaixo de 5,246% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,764%, abaixo de 4,791% do ajuste anterior
No campo geopolítico, segue em escalada o conflito entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, aliados do Irã. Desde a semana passada, o grupo ataca aeroportos e instalações petrolíferas sauditas. No sábado (10), um ataque com mísseis reivindicado pelos houthis atingiu um terminal de embarque do Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, fechado desde então. No domingo (11), o Terminal 4 foi alvo de um novo projétil, que provocou um incêndio.
Os efeitos da guerra entre EUA e Irã também pressionam o mercado de combustíveis, com preços recordes e interrupções no abastecimento. No domingo, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, sugeriu que os países-membros avaliem a necessidade de novas liberações de estoques de diesel, incluindo escala e cronograma. A AIE, que coordena os estoques emergenciais de petróleo dos países industrializados, também recomendou que os membros que ainda não entregaram todos os volumes prometidos acelerem as liberações restantes, com prioridade para o diesel, antes da reunião do conselho administrativo da agência, marcada para depois de amanhã.
No conflito entre Rússia e Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no fim de semana um “cessar-fogo energético” entre os dois países e um acordo que permite à Rússia fornecer diesel aos EUA e ao mercado global por seis meses. Ontem, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou Moscou de violar a trégua.
Na Ásia, a forte queda do Kospi refletiu a venda de ações de fabricantes de chips ligados à inteligência artificial (IA): Samsung recuou 7,4% e SK Hynix caiu 10%. Notícias de avanços da chinesa CXMT, fabricante de chips de memória, ampliaram o temor de concorrência.
🇧🇷 BRASIL
A B3 não abriu ontem, por causa do feriado de Nossa Senhora Aparecida, e o Boletim Focus, que costuma sair às segundas, ficou para hoje. No último pregão, na sexta-feira, o Ibovespa avançou 1,4%, aos 209.067 pontos, e renovou o recorde de fechamento, encerrando pela primeira vez acima dos 209 mil pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 8,8%, a melhor desde a encerrada em 9 de abril de 2020, quando subiu 11,7%.
No câmbio, o dólar à vista recuou 0,79%, cotado a R$ 4,9845, e o euro comercial cedeu 0,92%, a R$ 5,5821, com os investidores reduzindo o prêmio de risco dos ativos brasileiros. Na semana, a moeda americana caiu 4,43%, do patamar de R$ 5,21 para R$ 4,98. Foi a maior depreciação do dólar frente ao real após um primeiro turno de disputa presidencial desde a criação do real, em 1994.
📊 EMPRESAS
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) assinou na sexta-feira, em conjunto com sua subsidiária espanhola CSN Steel, um termo vinculante com a Bipadosa, controladora do grupo siderúrgico espanhol Megasa, para vender todas as ações da produtora alemã de aços longos Stahlwerk Thuringen GmbH (SWT), adquirida em 2012. Segundo a CSN, a operação faz parte dos movimentos estratégicos conduzidos desde o início do ano para equacionar em definitivo sua estrutura de capital.
INTERNACIONAL
A UnitedHealth Group Incorporated (UnitedHealth) divulgou hoje lucro do terceiro trimestre acima das estimativas e elevou a projeção de lucro ajustado de 2026 para pelo menos US$ 20,50 por ação, ante a faixa anterior de US$ 19,50 a US$ 20. Segundo a companhia, maior seguradora de saúde privada dos EUA, os investimentos em cuidados baseados em valor e em inteligência artificial começam a dar resultado, enquanto os custos médicos seguem elevados.
A LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton SE (LVMH) informou ontem que teve receita de 18,5 bilhões de euros no terceiro trimestre, alta de 1,2% na comparação anual, ou de 1% em termos orgânicos, em linha com as projeções. A divisão de moda e artigos de couro, que reúne grifes como Louis Vuitton e Dior, foi a mais afetada pela desaceleração da demanda na China, com queda orgânica de 5%, para 8,25 bilhões de euros.
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*Com informação dos sites e agências de notícias