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Morning Call | 01.10.26

Publicado em 1 de outubro de 2026 Fonte: BTG Pactual Equity Research
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🌎 INTERNACIONAL

Os mercados globais operam mistos nesta quinta-feira (1º), primeiro pregão de outubro, com a escalada dos rendimentos dos títulos públicos e a alta do petróleo no radar. As bolsas asiáticas fecharam no azul, com destaque para o Japão, enquanto as europeias caem.

O contrato do Dow Jones cai 0,47%, o do S&P 500 tem leve alta de 0,03% e o do Nasdaq 100 sobe 0,42%. Na Europa, os principais índices operam no negativo: CAC 40 recua 1,55%, FTSE 100 perde 1,81% e DAX cede 1,22%. Na Ásia, Nikkei disparou 3,30% e Kospi teve alta de 1,95%, enquanto as bolsas da China continental e de Hong Kong ficaram fechadas por feriado. O petróleo WTI avança 2,36%, a US$ 92,55 o barril, e o Brent cresce 2,44%, a US$ 100,42.

Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro +0,03%
• Nasdaq Futuro +0,42%
• Dow Jones Futuro -0,47%
• FTSE -1,81%
• Nikkei +3,30%
• Kospi +1,95%
• Shanghai feriado
Commodities:
• Petróleo WTI (nov) +2,36%, a US$ 92,55 o barril
• Petróleo Brent (dez) +2,44%, a US$ 100,42 o barril
• Ouro (dez) -0,07%, a US$ 4.183,90 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) +0,37%, a 101,82 pontos
• Bitcoin -0,19%, a US$ 83.521,64
• Treasury 10 anos: 5,317%, acima de 5,291% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,904%, acima de 4,887% do ajuste anterior

No mercado de energia, o petróleo segue pressionado pelo cenário da guerra entre Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio, e entre Rússia e Ucrânia. Mas os preços ganharam ainda mais força no início do pregão depois que a Reuters informou que a estatal chinesa PetroChina Company Limited (PetroChina) cancelou embarques de gasolina e querosene de aviação previstos para outubro, para proteger o abastecimento interno do país.

Nos Estados Unidos, a inflação de agosto veio mais branda que o esperado. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), principal medida acompanhada pelo Federal Reserve (Fed) para definir os juros, subiu 0,3% no mês e 3,4% em 12 meses, segundo dados divulgados ontem. O núcleo, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% e 3%, respectivamente, abaixo das estimativas de 0,3% e 3,3%.

No mercado de títulos públicos, a onda de vendas de dívida soberana se estende a outubro e leva os rendimentos de volta às máximas em décadas. Pesam o aumento da oferta de papéis pelos governos, o temor de inflação ligado às guerras e a política monetária ainda restritiva dos bancos centrais.Nos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de 10 anos sobe 2,6 pontos-base, a 5,32%, depois de chegar a 5,33%, o maior nível desde 2002, e o do título de 30 anos supera 5,6%, também no patamar mais alto desde aquele ano. No Reino Unido, o rendimento do título do governo de 30 anos (gilt) alcança 6%, o maior desde 1998.

Na Europa, a indústria manteve o ritmo de crescimento em setembro, segundo os Índices de Gerentes de Compras (PMIs) da S&P Global divulgados hoje, considerados um termômetro antecipado da atividade do setor. Na zona do euro, o PMI industrial subiu de 52,7 em agosto para 52,9, o maior nível em 52 meses, e todos os oito países monitorados ficaram acima de 50 pontos, a marca que separa expansão de contração. Entre as maiores economias do bloco, o indicador da Alemanha recuou de 54,3 para 53,9, e o da França, de 51,1 para 50,6, ambos ainda em expansão. No Reino Unido, o índice avançou de 51,7 para 51,9 e completou 11 meses consecutivos acima de 50 pontos.

🇧🇷 BRASIL

O Ibovespa fechou em alta de 1,37% ontem, aos 186.340 pontos. Dados de inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos também favoreceram os ativos domésticos, porque reforçaram a aposta de que o Fed manterá os juros americanos em outubro. Na máxima do dia, o índice chegou a subir mais de 2%, aos 187.835 pontos, mas devolveu parte dos ganhos à tarde, em meio a possíveis ajustes de carteira de fim de mês.

Com o resultado, o Ibovespa encerrou setembro com ganho de 5,03% e terminou o terceiro trimestre com valorização de 8,3%, o melhor desempenho para o período desde 2022. No ano, a alta acumulada chega a 15,6%.

No câmbio, o dólar à vista recuou 0,81%, a R$ 5,1743, com o real favorecido pelo mesmo cenário eleitoral. O pregão também teve volatilidade típica de fim de mês, por causa da formação da Ptax, taxa de referência para o vencimento de contratos futuros. Em setembro, a moeda americana ficou praticamente estável, com queda acumulada de 0,10%. O euro comercial caiu 0,93%, a R$ 5,8595, e acumulou baixa de 2,63% no mês.

📊 EMPRESAS

A Tecnisa S.A. (Tecnisa) aprovou ontem, em assembleia geral extraordinária, o grupamento de todas as suas ações ordinárias na proporção de dez para uma, sem alteração do capital social. Com isso, as 73.619.230 ações da companhia serão convertidas em 7.361.923.

A Neoenergia S.A. (Neoenergia) concluiu a incorporação de sete ativos de transmissão à Neoenergia Transmissão, plataforma que mantém em parceria com o GIC, fundo soberano de Cingapura, em operação avaliada em R$ 2,4 bilhões no anúncio original, em abril. Após a operação, a participação da Neoenergia na plataforma subiu de 50% para 51%, e o GIC ficou com os 49% restantes.

🌎INTERNACIONAL

A Micron Technology Inc. (Micron) projetou receita de cerca de US$ 61,5 bilhões para o primeiro trimestre fiscal, acima dos US$ 57 bilhões esperados pelos analistas consultados pela LSEG, impulsionada pela demanda por chips de memória para inteligência artificial. A fabricante informou ainda que os contratos de fornecimento de longo prazo com clientes somaram US$ 32 bilhões, ante US$ 22 bilhões em junho.

A Sanofi S.A. (Sanofi) anunciou hoje a ampliação da parceria com a Regeneron Pharmaceuticals Inc. (Regeneron) em quatro medicamentos de longa duração para doenças inflamatórias, com pagamento de US$ 1 bilhão à vista e até US$ 7 bilhões adicionais, condicionados a metas de desenvolvimento, regulatórias e de vendas.

Assista ao Morning Call completo clicando aqui.

*Com informação dos sites e agências de notícias