
🌎 INTERNACIONAL
A divulgação de dados fortes sobre a economia americana e o anúncio de mais um acordo comercial um dia antes do prazo tarifário impulsionam os principais índices globais. Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 e do Nasdaq avançam 0,96% e 1,31%, respectivamente. Na Ásia o movimento foi misto: o Nikkei subiu 1,00%, mas o Hang Seng e o Shanghai Composite caíram 1,60% e 1,18%.
• S&P 500 Futuro +1%
• STOXX 600 estável
• FTSE 100 +0,5%
•Nikkei 225 +1%
•Shanghai SE Comp. -1,2%
• MSCI EM -0,9%
• Dollar Index +0,1%
• Yield 10 anos -1,2bps a 4,3581%
• Petróleo WTI -0,6% a US$ 69,59 barril
• Futuro do minério em Singapura -1,9% a US$ 99,8
• Bitcoin +1,2% a US$ 118502,63
O presidente Donald Trump anunciou ontem um acordo entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, que prevê uma tarifa de 15% sobre importações, reduzindo as tensões com um dos dez maiores parceiros comerciais do país.
Em contrapartida, os produtos americanos não serão taxados na Coreia do Sul e o país vai investir US$ 350 bilhões em projetos selecionados nos Estados Unidos, além de comprar US$ 100 bilhões em gás natural liquefeito.
Na quarta-feira também, o PIB dos Estados Unidos mostrou que a economia americana cresceu 3%, se recuperando do primeiro trimestre e acima do esperado do mercado.
Os dirigentes do Fed mantiveram a taxa de juros inalterada pela 5º vez seguida, citando as incertezas em torno dos possíveis impactos tarifários. A decisão veio dentro das expectativas do mercado, mas na contramão dos apelos de Trump.
Em discurso após o anúncio, o presidente da autarquia, Jerome Powell, disse ainda que não decidiu se deve reduzir os juros na próxima reunião, em setembro.
Ainda sobre política monetária, o Banco Central do Japão manteve sua meta para a taxa básica de juros overnight em 0,5%, mas elevou suas perspectiva de preços.
A agenda de indicadores será intensa nesta quinta-feira, com o PCE de junho nos Estados Unidos, o CPI de julho na Alemanha, taxa de desemprego na zona do euro e PMI Industrial de junho da China.
No campo corporativo, a temporada de balanços continua, com destaque para os resultados da Apple e Amazon, duas das grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos, as chamadas sete magníficas.
Os contratos futuros de petróleo operam em queda. O WTI caía 0,37% a US$ 69,74 o barril e o Brent recuava 0,40%, a 72,95 o barril. O futuro do minério de ferro tinha baixa de 1,9% em Singapura, a US$ 99,8 mil.
🇧🇷BRASIL
No cenário local, os investidores comemoram a extensão do prazo para as tarifas ao Brasil. O presidente Donald Trump informou ontem que adiou a implementação de tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras por sete dias, ao mesmo tempo em que isentou muitos produtos, como suco de laranja e aeronaves civis.
A medida beneficia diretamente a Embraer, que viu suas ações subirem até 11,5%. Weg e Suzano também tiveram forte alta, subindo mais de 1,7% cada.
Ontem também, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, como já era esperado pelo mercado. A decisão coloca um fim a um ciclo de alta e sinaliza cautela frente às pressões provocadas pelas tarifas de Trump.
Diante das notícias, o Ibovespa fechou em alta de 0,95% na quarta-feira, aos 133.990 pontos. O dólar subiu 0,38%, a R$ 5,59.
A agenda econômica traz a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e o Indicador de Incerteza da Economia de julho.
Os investidores também acompanharão os resultados trimestrais de grandes empresas brasileiras, como Vale, Gerdau e Ambev. A CSN e Marcopolo também divulgam seus números.
🏢EMPRESAS
O Bradesco teve lucro de R$ 6,067 bilhões no 2T25, alta de 28,6%, na comparação anual.
O lucro da Ecorodovias recuou quase 24% no 2T25, somando R$ 203,9 milhões.
A Embraer comemorou a decisão de Trump de isentar as aeronaves civis, mas disse que vai continuar defendendo a alíquota zero.
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*Com informações de sites e agências de notícias