
INTERNACIONAL
Bolsas no exterior continuam em forte queda, com temor de recessão nos EUA após tarifas. Hoje, foi a vez da China anunciar tarifas recíprocas de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA. Na agenda de hoje, dados do mercado de trabalho americano, o payroll.
O S&P 500 futuro cai 2,3%, o Stoxx Europe recua 4,2%, o Nikkei fechou em baixa de 2,8% e o Shanghai -0,2%. Destaque ainda para o rendimento (yield) dos treasuries, que cai para 3,88%.
• S&P 500 Futuro -2,3%
• STOXX 600 -4,2%
• FTSE 100 -3,4%
• Nikkei 225 -2,8%
• Shanghai SE Comp. -0,2%
• MSCI EM -0,6%
• Dollar Index +0,1%
• Yield 10 anos -14,1bps a 3,8879%
• Petróleo WTI -5,7% a US$ 63,12 barril
• Futuro do minério em Singapura -1,5% a US$ 100,35
• Bitcoin +0,8% a US$ 83002,94
Lisa Cook, dirigente do Fed, disse ontem que vê menor crescimento nos EUA neste ano e maior inflação com tarifas e outras políticas. O Research do BTG Pactual reduziu o preço-alvo do S&P 500 de 6.500 para 5.800, diante da pressão das tarifas na atividade americana e lucratividade das empresas.
Já Trump disse ontem que estava aberto a reduzir tarifas se outras nações pudessem oferecer algo “fenomenal”.
O payroll será divulgado hoje, 9h30, com projeção do mercado de 140 mil vagas de trabalho geradas em março. Para hoje também está prevista fala do presidente do Fed, Jerome Powell, em evento às 12h25. Na próxima semana, agenda tem como destaques ata do FOMC na quarta-feira (9), inflação ao consumidor (CPI) de março dos EUA na quinta-feira (10) e inflação ao produtor (PPI) na sexta-feira (11).
O petróleo acelera perdas para acima de 5%, com o WTI a US$ 63,12 o barril e o brent a US$ 67,7. Além do temor de recessão com tarifas, há expectativa de aumento da oferta pela Opep+. O futuro do minério de ferro desvaloriza 1,5%, a US$ 100,35 a tonelada.
O Bitcoin sobe 0,8%, a US$ 83 mil.
BRASIL
A agenda de hoje está tranquila de indicadores econômicos, com apenas a divulgação da balança comercial de março, às 15h. Mercado segue de olho no exterior, após selloff generalizado ontem com o aumento das tarifas pelo governo Trump. Hoje, a agenda americana traz dados do mercado de trabalho (payroll).
Ontem, o dólar desvalorizou 1,2%, a R$ 5,62, e o Ibovespa teve leve queda de 0,04%, aos 131.141 pontos. Os juros futuros caíram cerca de 40 pontos e a curva reduziu a precificação de alta da Selic em maio, segundo dados da Bloomberg.
Na próxima semana, agenda tem como destaques vendas no varejo de fevereiro na quarta-feira (9), volume de serviços na quinta-feira (10) e IPCA de março na sexta-feira (11).
O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, afirmou que a reunião técnica com EUA será na próxima semana. Segundo ele, o governo não pretende usar projeto de lei da reciprocidade e prioriza negociação com os EUA. Alckmin também afirmou que a decisão dos EUA enfraquece o multilateralismo e a OMC.
O tarifaço de Trump acendeu o alerta na indústria sobre risco de ‘inundação’ de produtos asiáticos no Brasil, segundo manchete do O Globo.
EMPRESAS
A Prio produziu 104,8 mil barris de óleo equivalente por dia em março, queda de 3,5%. A Embraer assinou memorando de entendimento com a empresa sul-africana Denel para cooperação na aeronave de defesa KC-390 Millennium. O STJ manteve a multa de R$ 86 milhões à Vale por omitir informações sobre a estabilidade da barragem de Brumadinho, que rompeu em 2019. O Carrefour Brasil alterou valores de proposta de deslistagem de ações na B3. O preço a ser pago subiu para R$ 8,50 por ação.
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*Com informações de sites e agências de notícias.