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Morning Call | 05.03.26

Publicado em 5 de março de 2026 Fonte: BTG Pactual Equity Research
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🌏INTERNACIONAL

Os mercados globais iniciam a quinta-feira entre o neutro e o positivo, depois de dois dias de forte volatilidade e perdas em algumas regiões, enquanto investidores avaliam os impactos do conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Ontem, Ásia e Wall Street mostraram alguma recuperação, enquanto a Europa fechou em queda. Por volta de 6h46, os futuros do S&P 500 operam perto da estabilidade, com queda de 0,04%, assim como os da Nasdaq, que têm ligeira queda de 0,02%. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançam 0,28%.

Na Ásia, as bolsas subiram. O Kospi, da Coreia do Sul, subiu 9,6% e recuperou grande parte do tombo do dia anterior. O Nikkei avançou 1,90%, enquanto HSI subiu 0,28%.

O petróleo segue em trajetória de alta, com o Brent acima dos US$ 82 por barril, pressionado pelos riscos que rondam o abastecimento global e por ataques a infraestruturas críticas. O tráfego marítimo pelo Estreito de Hormuz está quase totalmente interrompido.

O Bitcoin subiu forte ontem, acompanhando uma certa melhora no humor dos investidores, e chegou a US$ 73 mil, maior valor desde o começo de fevereiro. Há pouco, a criptomoeda devolvia parte dos ganhos.

Confira as cotações às 6h46:

Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro -0,04%
• FTSE 100 +0,23%
• CAC 40 +0,18%
• Hang Seng +0,28%
• Nikkei +1,90%
• Shanghai +1,17%
Commodities:
• Petróleo WTI +2,10% a US$ 76,23 barril
• Petróleo Brent +1,78% a US$ 82,85 barril
• Ouro (abr) +0,48%, a US$ 5.159,3 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY): +0,11%, a 98,882 pontos
• Bitcoin -1,28% a US$ 72.464,60
• Treasuries 10 anos: 4,122%, acima de 4,104% do fechamento anterior
• Treasuries 2 anos: 3,576%, acima de 3,556% do fechamento anterior

Os investidores seguem acompanhando o conflito no Oriente Médio, que entra no sexto dia com uma nova onda de ataques iranianos contra bases americanas e israelenses.

Ontem, o governo do Irã negou uma reportagem do New York Times que apontava contatos entre o governo do país e a CIA para discutir o fim do conflito.

A política comercial dos EUA segue no radar. Ontem o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que o governo americano vai aumentar a tarifa global temporária de importação de 10% para 15%.

Segundo ele, a alíquota deve começar a valer nesta semana. A tarifa foi anunciada pelo presidente Donald Trump no fim de fevereiro, após a Suprema Corte barrar as taxas globais anteriores. As tarifas, que seriam anteriormente de 10%, terão duração de 150 dias.

Na agenda de indicadores, os destaques do dia são os pedidos semanais de seguro-desemprego e dados do Bureau of Labor and Statistics (BLS) sobre custo da mão de obra.

Ontem, o Livro Bege do Fed informou que a atividade econômica dos Estados Unidos aumentou em ritmo leve a moderado e que os preços continuaram a aumentar, enquanto o mercado de trabalho ficou estável.

A próxima reunião de política monetária do Fed ocorre daqui a duas semanas.

O mercado acompanha ainda dois discursos relevantes ao longo do dia: a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, fala às 14h em evento. E a vice-presidente para supervisão do Fed, Michelle Bowman, se pronuncia às 15h15.

🇧🇷BRASIL

No mercado doméstico, o governo divulga a taxa de desemprego de janeiro pela manhã. Pesquisas eleitorais para presidente e governadores ficam no radar, assim como a balança comercial de fevereiro.

O Ibovespa foi ajudado por blue chips e bancos e conseguiu fechar em alta de 1,24%, aos 185.366 pontos.

O dólar à vista fechou em queda de 0,89%, a R$ 5,21.

🏢EMPRESAS

O destaque no front corporativo do dia é o resultado da Petrobras.

Ontem, a Rumo reportou lucro líquido de R$ 213 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 259 milhões um ano antes.

A Caixa Econômica Federal teve lucro recorrente de R$ 15,4 bilhões em 2025, alta de 10,4%. No quarto trimestre, o lucro caiu 39,6% na comparação anual e somou R$ 2,67 bilhões.

 Assista ao Morning Call completo clicando aqui.

*Com informações de sites e agências de notícias