
🌎 INTERNACIONAL
Após uma semana de forte apetite de risco, os mercados globais operam hoje com ganhos mais moderados, na esteira da guerra tarifária e de dados importantes de inflação nos próximos dias. Na Ásia, o Nikkei 225 subiu 1,85%, Hang Seng teve alta de 0,19% e Shanghai Composite ganhou 0,34%. Na Europa, o Euro Stoxx 50 opera praticamente estável (-0,09%), enquanto os futuros de Nova York têm leve alta, com S&P 500 (+0,09%) e Nasdaq 100 (+0,04%).
• S&P 500 Futuro +0,1%
• FTSE 100 +0,3%
• CAC 40 -0,3%
• Nikkei 225 +1,9%
• Hang Seng +0,2%
• Shanghai SE Comp. +0,3%
• MSCI World estável
• MSCI EM +0,2%
• Petróleo WTI +0,1% a US$ 63,96 barril
• Petróleo Brent +0,2% a US$ 66,71 barril
• Futuro do minério em Singapura +1,4% a US$ 103,55
• Bitcoin +2,4% a US$ 121157,94
Na frente comercial, os investidores estão atentos ao fim do prazo da trégua tarifária entre Estados Unidos e China, que acontece amanhã. Os dois países estavam em uma pausa de 90 dias para negociar um acordo e evitar as tarifas de três dígitos impostas pelo presidente Donald Trump.
Enquanto isso, Trump fez um pedido para o governo chinês “quadriplicar rapidamente seus pedidos de soja” dos Estados Unidos.
Segundo o “Financial Times”, a Nvidia e a AMD concordaram em dar ao governo americano 15% das receitas das vendas de chips na China para obter licenças de exportação para os semicondutores.
A Índia suspendeu planos de adquirir novas armas e aeronaves dos Estados Unidos, como resposta à tarifa adicional de 25% imposta pelo presidente Donald Trump na última quarta-feira.
As falas de membros do Federal Reserve sobre política monetária também estarão no radar. Na sexta-feira, o presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem, afirmou que existe um risco da autarquia estar errando nos mandatos de inflação e emprego.
A dirigente Michele Bowman defendeu três cortes na taxa de juros em 2025. Segundo ela, o último dado de emprego reforça seu cenário base, e adiar a ação do Fed pode levar a uma deterioração do mercado de trabalho.
Na agenda econômica, o principal destaque será o índice de preços ao consumidor (CPI) de julho dos Estados Unidos. Após o payroll fraco do mês, o mercado passou a embutir cortes de juros de forma relevante na curva americana.
Os contratos futuros de petróleo operam em queda, com o WTI recuando 0,41% a US$ 63,62 o barril e o Brent cai 0,36%, a US$ 66,35 o barril. O futuro do minério de ferro sobe 1,4% em Singapura, a US$ 103,55 mil.
🇧🇷 BRASIL
O presidente Lula se reúne hoje com o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir sobre o pacote de medidas de apoio a setores afetados pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
A agenda de indicadores de hoje inclui a prévia do IGP-M de agosto e o Relatório Focus do Banco Central. O Ministério do Desenvolvimento também divulga a balança comercial semanal.
Enquanto isso, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, concede palestra na Reunião do Conselho Político e Social da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a partir das 10h30.
No campo fiscal, o relator-geral do Orçamento de 2026, Isnaldo Bulhões Jr. protocolou um projeto de lei complementar que propõe excluir das regras do arcabouço fiscal os gastos temporários com saúde e educação bancados pelo Fundo Social.
O Ibovespa interrompeu a sequência de ganhos da semana passada e fechou com queda de 0,45% na sexta-feira, aos 135.913 pontos, pressionado pelas ações da Petrobras. O dólar teve alta de 0,24%, cotado a R$ 5,4356.
EMPRESAS
A Embraer criou um comitê de crise para lidar com as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A Petrobras informou que a reunião agendada para amanhã com o Ibama será decisiva para o avanço do licenciamento para perfuração de um poço na Bacia da Foz do Amazonas.
A M.Dias Branco teve lucro líquido de R$ 216 milhões no segundo trimestre, alta de 15%, na comparação anual.
Assista ao Morning Call completo clicando aqui.
*Com informações de sites e agências de notícias