
🌏INTERNACIONAL
Os mercados globais operam com mais otimismo nesta terça-feira após fontes familiarizadas com as negociações indicarem à Reuters que as equipes dos EUA e do Irã podem retornar a Islamabad ainda esta semana, dias após as conversas do fim de semana terminarem sem acordo.
O desenvolvimento foi suficiente para impulsionar as bolsas e derrubar o petróleo abaixo de US$ 100 o barril.
Em Nova York, os futuros de Wall Street avançam: o S&P 500 sobe 0,18% e o Nasdaq sobe 0,40%. O índice pan-europeu Stoxx 600 avança 0,71%.
As bolsas asiáticas fecharam em forte alta, acompanhando os ganhos de Wall Street: o Nikkei subiu 2,4%, para 57.877 pontos; o Kospi saltou 2,7%, para 5.967 pontos, chegando brevemente a 6 mil pontos; o Hang Seng avançou 0,8%; e o Shanghai Composto subiu 0,95%.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro +0,18%
• FTSE +0,14%
• CAC +0,65%
• Nikkei +2,43%
• Kospi +2,74%
• Shanghai +0,95%
Commodities:
• Petróleo WTI -2,03% a US$ 97,07 barril
• Petróleo Brent -0,93% a US$ 92,09 barril
• Ouro (abr) +0,72%, a US$ 4.801,5 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY): -0,20%, a 98,171 pontos
• Bitcoin +1,88% a US$ 74.500,01
• Treasuries 10 anos: 4,287%, abaixo de 4,340% do fechamento anterior
• Treasuries 2 anos: 3,772%, abaixo de 3,783% do fechamento anterior
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as “pessoas certas” ainda querem um acordo para encerrar o conflito, enquanto o chanceler iraniano Abbas Araghchi disse ao seu homólogo francês que as negociações avançaram em muitas questões, apesar do impasse.
Na China, a balança comercial de março trouxe surpresa negativa. O superávit recuou para US$ 51,1 bilhões, bem abaixo dos US$ 107,2 bilhões esperados. As exportações avançaram apenas 2,5% na comparação anual, forte desaceleração ante os 21,8% do bimestre anterior, com queda de 16,4% nos embarques para os EUA. As importações surpreenderam positivamente, subindo 27,8%, puxadas por semicondutores e energia.
Na agenda de hoje, o grande destaque nos EUA são os balanços do 1T26. Após os resultados mistos do Goldman Sachs ontem, os investidores aguardam os números de BlackRock, JPMorgan, Wells Fargo e Citigroup antes da abertura dos mercados.
O PPI de março (índices de preços ao produtor) também sai hoje, com previsão de alta de 1,1% na base mensal e 4,6% na comparação anual.
Ainda nos EUA, o secretário do Tesouro Scott Bessent participa de evento às 10h, e o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, integra painel às 13h10. Às 13h45, o diretor do Fed Michael Barr discursa. A presidente do BCE, Christine Lagarde, discursa às 18h.
A União Europeia fechou acordo preliminar para impor tarifas de 50% sobre importações de aço excedentes, reduzindo quase pela metade o volume importado para proteger a indústria siderúrgica do bloco.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa subiu 0,34% e encerrou a sessão de ontem nos inéditos 198 mil pontos. No mês, acumula alta de 5,6% e, no ano, a valorização beira 23%.
O dólar caiu 0,29%, fechando a R$ 4,9969, menor patamar desde 27 de março de 2024.
O Focus desta segunda revisou a projeção do IPCA 2026 de 4,36% para 4,71%, acima do teto da meta pela primeira vez no ano.
Na agenda doméstica de hoje, saem o Volume de Serviços de fevereiro (IBGE) e o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de março. O BTG Pactual espera alta mensal de 0,7% no volume de serviços.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem compromissos em Washington, onde participa das reuniões do FMI e do Banco Mundial ao longo da semana.
🏢EMPRESAS
A Cyrela registrou R$ 1,75 bilhão em VGV lançado no 1T26, queda de 48% sobre o mesmo período de 2025. As vendas, no entanto, subiram 2% na comparação anual.
A Mitre encerrou o 1T26 com vendas líquidas de R$ 329 milhões, alta de 1,3% sobre o 1T25. Os lançamentos recuaram 31%, para 365 unidades.
A Minerva aprovou R$ 1,5 bilhão em debêntures simples, em duas séries, em reunião do conselho realizada na sexta-feira.
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Com informações de sites e agências de notícias