
🌎 INTERNACIONAL
Com apenas uma semana antes do prazo final para as tarifas de Trump e na espera de reuniões de bancos centrais, os mercados globais voltam a recuar nesta sexta-feira. Na Ásia, o Hang Seng liderou as perdas com queda de 1,09%, seguido pelo Nikkei (-0,84%) e por Xangai (-0,33%). Na Europa, o Euro Stoxx 50 registra leve baixa de 0,20%, enquanto o Nasdaq futuro recua 0,04%. A exceção é o S&P futuro, que sobe 0,1%.
• S&P 500 Futuro +0,1%
• FTSE 100 -0,3%
• CAC 40 +0,1%
• Nikkei 225 -0,9%
• Hang Seng -1,1%
• Shanghai SE Comp. -0,3%
• MSCI World -0,2%
• MSCI EM -0,8%
• Petróleo WTI +0,2% a US$ 66,19 barril
• Petróleo Brent +0,3% a US$ 69,37 barril
• Futuro do minério em Singapura -1,8% a US$ 103,3
• Bitcoin -2,2% a US$ 116218,75
Ontem, Donald Trump visitou a sede do Fed para acompanhar as obras de reforma. No final da visita, o presidente suavizou o tom em relação a Jerome Powell e sinalizou que, por ora, não pretende demitir o dirigente da autarquia, algo que vinha gerando inquietação nos mercados.
Na zona do euro, o BCE manteve ontem os juros inalterados em 2% ao ano na reunião de julho. A presidente da instituição, Cristine Lagarde, disse, em entrevista coletiva, que os riscos para o crescimento econômico estão inclinados para o lado negativo.
No Japão, a inflação ao consumidor em Tóquio recuou em julho, sugerindo que o banco central do país pode levar mais tempo para avaliar o impacto econômico das tarifas americanas antes de realizar seu próximo aumento de juros.
Entre os indicadores econômicos, os Estados Unidos divulgam as encomendas de bens duráveis de junho. A próxima semana será marcada por decisões de juros do Fed, bancos centrais do Japão e do Canadá, além da divulgação do payroll nos EUA e dos balanços de gigantes como Amazon, Apple, Meta e Microsoft.
No setor corporativo, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que o TikTok terá que encerrar suas operações no país caso a China não aprove a venda do aplicativo a investidores norte-americanos.
Os contratos futuros de petróleo operam em alta. O WTI subia 0,41% a US$ 66,30 o barril e o Brent avançava 0,35%, a US$ 69,42 o barril. O futuro do minério de ferro caía 1,8% em Singapura, a US$ 103,3 mil.
🇧🇷 BRASIL
O cenário local tem uma agenda marcada por indicadores relevantes, com destaque para o IPCA-15 de julho. A projeção do BTG Pactual é de alta de 0,34%, após avançar 0,26% em junho. O Banco Central (BC) também publica o relatório de transações correntes do mês de junho e a FGV divulga o índice de confiança do consumidor referente a julho.
Ainda hoje, diretores do BC de fiscalização recebem os chefes da missão do Programa de Avaliação do Setor Financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI).
No campo comercial, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse ontem que mais de 10 mil empresas brasileiras serão impactadas pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos importados do Brasil.
Já o Nobel de Economia Paul Krugman afirmou à BBC que o Brasil pode retaliar as tarifas de Trump sem grandes perdas, já que os EUA são um parceiro comercial secundário.
A perspectiva de que o Brasil possa não chegar a um pacto comercial com os EUA antes de 1º de agosto fez o Ibovespa registrar forte queda na quinta-feira. O índice caiu 1,15%, aos 133.808 pontos. O dólar recuou 0,05%, a R$ 5,51.
A Usiminas divulgará seus resultados do segundo trimestre de 2025 nesta sexta-feira, antes da abertura do mercado.
🏢EMPRESAS
A Petrobras solicitou ingresso como terceira interessada no processo de aquisição da Novonor, controladora da Braskem.
O Carrefour disse que venderá suas operações na Itália para o conglomerado europeu de alimentos e bebidas NewPrinces.
A Sabesp anunciou a emissão de debêntures, no valor de R$ 3 bilhões.
A Multiplan registrou lucro líquido de R$ 264,4 milhões, queda anual de 6,2%.
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*Com informações de sites e agências de notícias