
🌎 INTERNACIONAL
Os mercados globais começam o mês de agosto em baixa, refletindo o aumento das tarifas de Trump para diversos países e os dados mais fracos da China. Os futuros dos índices americanos recuam, com o S&P 500 e o Nasdaq 100 caindo 0,94% e 1,04%, respectivamente. Na Europa, o Euro Stoxx 50 registra baixa de 1,74%, enquanto na Ásia o tom também foi negativo: o Hang Seng recuou 1,07% e o Nikkei perdeu 0,57%.
O índice DXY tem maior alta em 2 meses, para 100,171 pontos.
• S&P 500 Futuro -1%
• STOXX 600 -1,2%
• FTSE 100 -0,5%
• Nikkei 225 -0,7%
• Shanghai SE Comp. -0,4%
• MSCI EM -1,4%
• Dollar Index +0,2%
•Yield 10 anos +2,2bps a 4,396%
• Petróleo WTI -0,1% a US$ 69,19 barril
• Futuro do minério em Singapura +0,6% a US$ 100,35
• Bitcoin -1,3% a US$ 114978,44
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs a dezenas de parceiros comerciais tarifas elevadas antes do prazo final para acordos comerciais na sexta-feira.
O decreto presidencial inclui uma tarifa de 35% sobre produtos do Canadá, 50% para o Brasil, 25% para a Índia, 20% para Taiwan e 39% para a Suíça. Os produtos de todos os outros países não listados estariam sujeitos a uma tarifa de 10%.
Senadores democratas dos Estados Unidos anunciaram que vão apresentar uma “legislação privilegiada” para forçar o Senado a votar contra as tarifas impostas ao Brasil. Segundo eles, as taxas encarecerão os produtos básicos nos EUA e prejudicarão as economias dos dois países.
O mercado também reage aos dados econômicos mais fracos da China. O índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial retornou ao território contracionista em julho. O indicador recuou para 49,5.
Na zona do euro, o CPI de julho teve alta de 2% e o PMI industrial subiu para 49,8 no mesmo mês.
Na agenda de hoje, o destaque é o payroll de julho, a principal métrica de mercado de trabalho dos Estados Unidos. Também será divulgado o PMI industrial do país.
Os contratos futuros de petróleo operam em queda, com o WTI caindo 0,74% a US$ 68,75 o barril e o Brent recuando 0,74%, a US$ 68,75 o barril. O futuro do minério de ferro sobe 0,6% em Singapura, a US$ 100, 35 mil.
O Bitcoin caiu para seu menor nível em três semanas, recuando 1,7%, a US$ 114.568.
🇧🇷BRASIL
No cenário local, o governo continua estudando medidas para mitigar os impactos das tarifas de Trump aos produtos brasileiros, enquanto não chega a um acordo.
Para preservar os empregos nos setores mais afetados pelo tarifaço, o governo avalia replicar o modelo adotado no socorro ao Rio Grande do Sul após as enchentes do ano passado. A ideia é ampliar o programa emergencial de salário-mínimo aos trabalhadores de empresas prejudicadas.
O governo também avalia acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço de Trump. Entre os argumentos do Brasil, estão violações às regras de transparência, de nação mais favorecida e de tarifas máximas acordadas.
Na agenda de autoridades, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reúne-se com André Roncaglia, diretor executivo do Brasil no FMI. O encontro será fechado à imprensa e está em conformidade com as regras do período de silêncio do Copom.
Entre os indicadores econômicos, os investidores acompanham a produção industrial de junho e o PMI de indústria de julho.
O dólar encerrou o pregão de quinta-feira com alta de 0,19%, a R$ 5,6. Já o Ibovespa fechou o dia em queda de 0,69%, aos 133.071, com pressões eleitorais e preocupações tarifárias no radar. No mês de julho, o índice cedeu 4,17%, pior desempenho desde 2011.
🏢EMPRESAS
A CSN registrou prejuízo atribuído de R$ 166 milhões no segundo trimestre, uma queda de 68,6% em relação ao resultado negativo do ano passado.
A Vale teve lucro líquido de R$ 12, 08 bilhões no segundo trimestre, queda de 17% na comparação anual. A empresa vai distribuir R$ 8 bilhões em JCP aos seus acionistas.
A Gerdau teve lucro de R$ 856,3 milhões no segundo trimestre, estável na comparação anual.
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*Com informações de sites e agências de notícias