
🌏INTERNACIONAL
Os mercados globais operam em compasso de espera nesta quarta-feira, com atenção voltada para as decisões simultâneas de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil.
Os futuros de Wall Street operam próximos da estabilidade, enquanto as bolsas europeias recuam. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: Nikkei cedeu 1,02%, enquanto Shanghai avançou 0,71%. O petróleo dispara, com o Brent acima de US$ 114, sustentado pelo impasse no Estreito de Ormuz.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro +0,02%
• FTSE -0,65%
• CAC -0,63%
• Nikkei -1,02%
• Kospi +0,75%
• Shanghai +0,71%
Commodities:
• Petróleo WTI (jun) +3,61% a US$ 103,54 barril
• Petróleo Brent (jun) +3,10% a US$ 114,71 barril
• Ouro (jun) -0,65%, a US$ 4.578,6 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY): +0,10%, a 98,735 pontos
• Bitcoin +1,87% a US$ 77.656,90
• Treasuries 10 anos: 4,364%, acima de 4,353% do fechamento anterior
• Treasuries 2 anos: 3,859%, acima de 3,850% do fechamento anterior
O Fed anuncia sua decisão de juros às 15h, com o consenso apontando para manutenção na faixa de 3,50% a 3,75%. O presidente Jerome Powell concede coletiva de imprensa às 15h30. O mercado estará atento a sinais sobre os próximos passos da política monetária americana diante das incertezas geopolíticas e do impacto do petróleo sobre a inflação.
O Comitê de Bancos do Senado vota hoje pela manhã a indicação de Kevin Warsh para presidir o Fed, cujo mandato de Jerome Powell encerra em 15 de maio.
Segundo o New York Times, Trump disse a assessores na segunda-feira que não está satisfeito com a mais recente proposta iraniana, que prevê a reabertura de Ormuz e o adiamento das negociações nucleares para etapa posterior. O impasse mantém o estreito fechado e sustenta a alta do petróleo.
O Banco do Canadá também anuncia sua decisão de juros hoje. Na agenda de indicadores, os destaques são as encomendas de bens duráveis de março nos EUA, a prévia do CPI alemão de abril e os estoques de petróleo americanos.
À noite, a China publica os PMIs oficiais de abril: industrial, serviços e composto.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 0,51%, aos 188.619 pontos, pressionado pela aversão global a risco diante do impasse nas negociações no Oriente Médio. O dólar fechou praticamente estável, com leve queda de 0,01%, a R$ 4,9817.
O destaque do dia é a decisão do Copom sobre a Selic, às 18h30. O BTG Pactual projeta corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,75% para 14,50%, com o Copom preservando flexibilidade quanto ao ritmo subsequente do ciclo.
Às 8h, a FGV divulga o IGP-M de abril. O BTG projeta alta de 3,18%, bem acima da mediana do mercado (+2,69%) e do resultado de março (+0,52%), pressionado pelo IPA industrial — derivados do petróleo, fertilizantes e núcleo. Se confirmado, a taxa acumulada em doze meses subiria para 1,00%.
Às 14h30, saem o Caged de março e o Resultado do Governo Central. O BTG projeta criação de 159.939 vagas formais e déficit de R$ 73,8 bilhões no Governo Central, pressionado pelo pagamento de precatórios.
🏢EMPRESAS
A Vale registrou lucro líquido de R$ 9,953 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 22% em relação aos R$ 8,164 bilhões do mesmo período do ano anterior. O resultado foi divulgado ontem, após o fechamento do mercado.
A Hypera reverteu o prejuízo de R$ 140 milhões do primeiro trimestre de 2025 e apurou lucro líquido de R$ 347,3 milhões no 1T26, impulsionado por forte crescimento de receita e aceleração nas vendas diretas ao consumidor.
O Santander encerrou o primeiro trimestre com lucro gerencial de R$ 3,788 bilhões, queda de 7,3% em relação ao 4T25 e de 1,9% ante o mesmo período de 2025.
A Neoenergia registrou lucro líquido de R$ 1,28 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 28% na comparação anual.
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Com informações de sites e agências de notícias