
🌏INTERNACIONAL
Os mercados operam mistos nesta quinta-feira, com os futuros de Nova York em alta enquanto os investidores digerem a decisão do Federal Reserve de manter os juros e a retomada das hostilidades no Oriente Médio, após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã.
Os futuros de Nova York sobem, com o contrato do Dow Jones l em alta de 0,31% (158 pontos), o do S&P 500 avançando 0,35% e o do Nasdaq 100 subindo 0,61%. As bolsas da Ásia fecharam em tom misto, com o Nikkei em alta de 0,71% e o Kospi em queda de 1,23%, enquanto a Europa opera dividida, com o CAC 40 em alta de 0,80% e o FTSE 100 em queda de 0,39%. O petróleo tem variação positiva, com o Brent a US$ 92,04 o barril e o WTI, a US$ 85,01.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
* S&P 500 Futuro +0,31%
* Nasdaq Futuro +0,35%
* Dow Jones Futuro +0,61%
* FTSE +0,39%
* Nikkei +0,71%
* Kospi -1,23%
* Shanghai -0,62%
Commodities:
* Petróleo WTI (ago) +0,65%, a US$ 85,01 o barril
* Petróleo Brent (set) +1,43%, a US$ 92,04 o barril
* Ouro (ago) +0,53%, a US$ 4.057,60 a onça
Outros:
* Índice do dólar (DXY) +0,05%, a 100,87 pontos
* Bitcoin +0,64%, a US$ 64.188,13
* Treasury 10 anos: 4,694%, acima de 4,624% do ajuste anterior
* Treasury 2 anos: 4,266%, acima de 4,236% do ajuste anterior
O conflito no Oriente Médio voltou a se intensificar. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que forças americanas atingiram dezenas de alvos ligados ao Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) no Irã, em uma onda de ataques por duas horas. A ação foi uma retaliação a ataques com mísseis balísticos que forças iranianas haviam disparado contra posições americanas no Golfo na terça-feira; além disso a Jordânia também informou ter interceptado cinco mísseis lançados do Irã. Em resposta, o IRGC ameaçou “punir o agressor” nesta quinta-feira, alertando que países que apoiarem os Estados Unidos também poderão sofrer represálias, e reivindicou manter controle total do Estreito de Ormuz.
A escalada reacende preocupações sobre a segurança de rotas marítimas estratégicas, não só em Ormuz, mas também no Mar Vermelho, no Mar Negro e no Mar de Azov, que juntas concentram parte relevante do comércio global transportado por via marítima. Empresas de navegação já avaliam alternativas de rota, custos de seguro e estoques de segurança diante do risco crescente também em torno do Canal do Panamá.
O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) manteve a taxa básica de juros inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano ontem, em decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) por votação dividida: três participantes: Neel Kashkari, presidente da distrital de Minneapolis; Lorie Logan, de Dallas; e Beth Hammack, de Cleveland defenderam um aperto de 0,25 ponto percentual, contra nove votos a favor da manutenção. O comunicado veio praticamente inalterado em relação ao mês anterior, voltando a destacar a inflação elevada e a resiliência da atividade econômica americana, apesar da incerteza gerada pelo conflito com o Irã.
A decisão foi recebida com certo alívio inicial, mas a entrevista coletiva do presidente do Fed, Kevin Warsh, gerou questionamentos sobre seu compromisso com a meta de inflação de 2% ao ano, ele chegou a levantar dúvidas sobre a permanência do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) como principal referência da autoridade monetária, afirmando avaliar um conjunto mais amplo de indicadores. Como resultado, os juros longos americanos dispararam, provocando inclinação na curva de Treasuries, movimento espelhado, com menor intensidade, no mercado local de renda fixa.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa fechou o pregão de ontem em queda de 1,52%, aos 173.885 pontos, na mínima intradiária, após ter tocado os 176.564 pontos na máxima do dia. A decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) de manter os juros entre 3,50% e 3,75%, ampliou a aversão a risco no fechamento, na esteira de novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ataques mais duros contra o Irã.
O dólar à vista encerrou o mesmo pregão em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,1080, após oscilar entre a mínima de R$ 5,0891 e a máxima de R$ 5,1410. O euro comercial teve valorização de 0,27%, a R$ 5,8477.
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 0,8% em julho, a 101,9 pontos, revertendo a alta de 0,2% registrada em junho. Na comparação com julho do ano passado, o recuo foi de 2,9%. Segundo a CNC, o resultado reflete a inflação mais pressionada e incertezas macroeconômicas, como os juros altos. Dos três componentes do indicador, condições atuais (-2,7%) e intenções de investimento (-0,6%) recuaram, enquanto expectativas avançaram 0,3%.
🏢EMPRESAS
Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (Taesa): o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) liberou reforço na concessão ATE Transmissora de Energia, elevando a receita anual permitida em cerca de R$ 19 milhões, com efeitos retroativos a 23 de julho.
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*Com informação dos sites e agências de notícias