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Morning Call | 30.04.26

Publicado em 30 de abril de 2026 Fonte: BTG Pactual Equity Research
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🌏INTERNACIONAL

Os mercados globais repercutem nesta quinta-feira as decisões de política monetária de ontem, enquanto a agenda do dia traz novos eventos de peso: o PIB preliminar do primeiro trimestre dos EUA, a decisão de juros do BCE e o índice de inflação PCE americano.

Os futuros de Wall Street e as bolsas europeias operam em território misto. Na Ásia, a maioria dos mercados fecharam em queda. O petróleo tipo Brent recua 1,3%, cotado a US$ 116,50 o barril, depois de ter passado US$ 123, seu maior nível desde 2022, devido aos temores que os EUA possam retomar a ação militar contra o Irã.

Confira as cotações às 7h10:

Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro +0,11%
• FTSE +0,91%
• CAC -0,83%
• Nikkei -1,06%
• Kospi -1,38%
• Shanghai +0,11%
Commodities:
• Petróleo WTI (jun) +0,20% a US$ 107,09 barril
• Petróleo Brent (jun) -1,30% a US$ 116,50 barril
• Ouro (jun) +1,51%, a US$ 4.630,9 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY): -0,23%, a 98,731 pontos
• Bitcoin +0,87% a US$ 76.108,28
• Treasuries 10 anos: 4,405%, abaixo de 4,434% do fechamento anterior
• Treasuries 2 anos: 3,916%, abaixo de 3,965% do fechamento anterior

O Fed manteve a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. O presidente Jerome Powell, em coletiva após a decisão, reforçou a postura de cautela diante das incertezas geopolíticas e do impacto do petróleo sobre a inflação.

Trump rejeitou ontem a mais recente proposta do Irã e confirmou que manterá o bloqueio naval a portos iranianos em Ormuz até que Teerã aceite um acordo que atenda às preocupações americanas sobre o programa nuclear. Em entrevista ao Axios, o presidente disse ver o bloqueio como “mais eficaz” que bombardeios, mas não descartou novas ações militares.

Entre as alternativas estaria uma ofensiva curta e intensa focada em infraestrutura, além de um plano para assumir controle parcial do Estreito de Hormuz, com o objetivo de restabelecer a navegação comercial, possivelmente com uso de tropas terrestres.

Outras opções incluiriam operações de forças especiais para garantir controle de estoques de urânio altamente enriquecido.

Na agenda do dia, o destaque é o PIB preliminar do primeiro trimestre dos EUA. Será a primeira leitura da atividade americana no período em que o conflito no Oriente Médio eclodiu. O BTG espera que o PIB acelere para 2,0% t/t anualizado, após crescimento de 0,5% no 4T, trimestre afetado negativamente pelo shutdown.

O BCE também decide juros hoje, com manutenção em 2,0% como cenário base, seguida de coletiva de Lagarde às 10h15. Saem ainda o PCE de março (inflação preferida do Fed) e os pedidos semanais de seguro-desemprego.

O núcleo do PCE deve registrar nova leitura pressionada, elevando a taxa anual para 3,2% e a média móvel trimestral anualizada para 4,2%.

Na zona do euro, a inflação anual foi divulgada hoje cedo e mostrou alta para 3% em abril, nível mais alto desde setembro de 2023, após taxa de 2,6% em março. Os custos de energia dispararam 10,9%. O PIB da zona do euro cresceu 0,1% no primeiro trimestre, abaixo do crescimento de 0,2% nos últimos três meses de 2025.

Na China, o índice de gerentes de compras (PMI) do setor manufatureiro caiu para 50,3 em abril, ante 50,4 em março.

🇧🇷BRASIL

O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 2,05%, aos 184.750 pontos, pressionado pelo tombo das ações da Vale após seus resultados trimestrais decepcionarem o mercado. O dólar avançou 0,40%, fechando a R$ 5,0014.

O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira, levando a taxa de 14,75% para 14,5% ao ano, o menor nível desde maio de 2025. O comitê elevou sua projeção de inflação para 2026 de 3,9% para 4,6%, acima do teto da meta, e para o horizonte relevante (4T27) de 3,3% para 3,5%.

Na agenda doméstica de hoje, o destaque é a Pnad Contínua de março, que deve mostrar taxa de 6%, após taxa de desemprego anterior em 5,8%. Sai também o Resultado Primário Consolidado de março. O BTG projeta um déficit primário de R$69,6bilhões.

🏢EMPRESAS

A Suzano registrou lucro líquido de R$ 4,31 bilhões no 1T26, queda de 32% na comparação anual, explicada pela desvalorização do dólar frente ao real, pela menor receita líquida e pelo aumento do custo dos produtos vendidos.

A Multiplan registrou lucro líquido de R$ 316,1 milhões no 1T26, alta de 35,1% na comparação anual. A receita somou R$ 826,9 milhões, crescimento de 57,3%.

A Motiva registrou lucro líquido de R$ 627 milhões no 1T26, crescimento de 16,3% em base ajustada.

A Iochpe-Maxion registrou lucro líquido de R$ 3,92 milhões no 1T26, queda de 64% na comparação anual, pressionada por despesas não recorrentes, menor receita e piora do resultado financeiro.

Assista ao Morning Call completo clicando aqui.

Com informações de sites e agências de notícias