
🌎INTERNACIONAL
Os mercados globais operam em tom positivo nesta quarta-feira (4), com os investidores avaliando o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que deram à oposição o controle do Congresso. Os futuros de Nova York viraram para o positivo, depois de perdas no início da madrugada.
O contrato do Dow Jones avança 0,78%, o do S&P 500 sobe 0,35% e o do Nasdaq 100 tem alta de 0,21%. Na Europa, os principais índices também operam no positivo: CAC 40 ganha 0,77%, FTSE 100 avança 0,59% e DAX tem alta de 0,90%. Na Ásia, o pregão fechou majoritariamente em alta: Shanghai cresceu 2,16%, Hang Seng ganhou 1,67% e Kospi subiu 0,62%, enquanto Nikkei cedeu 1,42%.O petróleo WTI cai 0,23%, a US$ 95,87 o barril, e o Brent recua 0,82%, a US$ 102,75. O ouro dispara 2,94%, a US$ 4.056,30 por onça troy.
Confira as cotações às 7h10:
Bolsas mundiais:
• S&P 500 Futuro +0,35%
• Nasdaq Futuro +0,21%
• Dow Jones Futuro +0,78%
• FTSE +0,59%
• Nikkei -1,42%
• Kospi +0,62%
• Shanghai +2,16%
Commodities:
• Petróleo WTI (dez) -0,23%, a US$ 95,87 o barril
• Petróleo Brent (jan) -0,82%, a US$ 102,75 o barril
• Ouro (dez) +2,94%, a US$ 4.056,30 por onça troy
Outros:
• Índice do dólar (DXY) -0,52%, a 101,34 pontos
• Bitcoin +0,78%, a US$ 78.341,30
• Treasury 10 anos: 4,916%, abaixo de 4,949% do ajuste anterior
• Treasury 2 anos: 4,608%, abaixo de 4,614% do ajuste anterior
Nos Estados Unidos, a oposição assumiu o controle do Senado e da Câmara dos Representantes nas eleições de meio de mandato realizadas ontem, com vitórias em redutos tradicionalmente governistas. Segundo a Reuters, a virada refletiu a frustração dos eleitores com a guerra contra o Irã, a preocupação com o custo de vida e a insatisfação com a condução do país pelo presidente Donald Trump. No mercado de petróleo, a sessão é volátil, com os investidores à espera de como o governo americano vai conduzir a guerra contra o Irã, agora que perdeu a maioria no Congresso.
O resultado eleitoral divide a atenção com uma agenda relevante de dados de emprego, serviços e comércio nos Estados Unidos. Os dados divulgados ontem no país mostraram demanda por trabalho e encomendas industriais acima das expectativas.
Entre os metais preciosos, o ouro e a prata ganham força após o resultado das eleições americanas, um movimento que contrasta com o desempenho de ambos em 2026. Depois de avançarem 66% e 135%, respectivamente, em 2025, impulsionados pela busca por proteção diante da incerteza geopolítica, os dois metais acumulam perdas no ano, de mais de 7% no caso do ouro e de quase 28% no da prata.
Na Europa, a inflação anual da zona do euro acelerou de 3,8% em setembro para 4,0% em outubro, o maior nível em três anos, segundo a estimativa preliminar do Eurostat, o escritório de estatísticas da União Europeia. A energia segue como principal fonte de pressão, com alta anual de 20,8%, ante 18,9% no mês anterior, enquanto os preços de serviços subiram 3,3%, ante 3,2%.
Na Ásia, o Banco Popular da China (PBoC) cortou hoje em 25 pontos-base, para 1%, a taxa de redesconto da linha de crédito para recompra de ações, em mais um esforço para estabilizar o mercado de capitais do país. A instituição também prometeu atender integralmente à demanda dos principais bancos por empréstimos com essa finalidade.
Ainda na China, o índice de gerentes de compras (PMI) de serviços da RatingDog, compilado pela S&P Global, caiu de 51,6 em setembro para 50,8 em outubro, abaixo dos 51,7 esperados pelo mercado e no menor nível desde julho. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade. A principal deterioração veio da pressão sobre as margens: os preços dos insumos subiram no ritmo mais forte em cinco meses, enquanto os preços cobrados caíram pelo segundo mês, em meio à concorrência.
🇧🇷BRASIL
O Ibovespa fechou em queda de 1,42% ontem, aos 165.529 pontos, na sexta sessão seguida de perdas. Foi a menor pontuação de encerramento desde 19 de janeiro.
O dólar comercial subiu 0,79%, cotado a R$ 5,4871, no maior nível desde 30 de dezembro de 2025. O euro comercial fechou em alta de 0,98%, a R$ 6,1401.
O principal destaque da agenda da semana sai hoje, às 18h30, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia sua decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 13,75% ao ano.
📊EMPRESAS
A Raia Drogasil S.A. (RD Saúde) teve lucro líquido ajustado de R$ 439,1 milhões no terceiro trimestre, alta de 9,2% na comparação anual, e receita de R$ 11,41 bilhões, com avanço de 7,8%. O lucro líquido contábil caiu 10,1%, para R$ 408,2 milhões, porque a base de 2025 incluía o resultado da 4Bio, empresa de medicamentos de alto custo vendida em março, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, que já exclui a 4Bio, subiu 14,7%, para R$ 1,02 bilhão.
INTERNACIONAL
A Advanced Micro Devices, Inc. (AMD) teve receita de US$ 13,38 bilhões no terceiro trimestre, alta de 45% na comparação anual, e lucro ajustado por ação de US$ 2,09. Os dois números vieram acima das estimativas compiladas pela LSEG, de US$ 13,09 bilhões e US$ 1,95, respectivamente, e as vendas da divisão de data centers quase dobraram em um ano.
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*Com informação dos sites e agências de notícias